Rodoviários reprovam propostas da ECCB
Rodoviários reprovam propostas da ECCB
Texto: Luciano Augusto
Em assembléia realizada ontem, no Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários, os funcionários da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) recusaram, por unanimidade, as propostas da empresa de redução em ítens da cesta básica, de exclusão do ticket alimentação e de exclusão dos planos de saúde.
De acordo com Elias Pinheiro, presidente do sindicato, nos últimos dias, os funcionários tomaram conhecimentos de que a empresa havia protocolado no Ministério do Trabalho um pedido de mesa-redonda, para discutir a implantação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e todos as outras propostas citadas acima. O sindicato, então, "marcou a assembléia para se decidir com os trabalhadores que rumos seriam tomados".
Conforme afirmação do sindicalista, a empresa alega que o número de usuários vem sendo reduzido mensalmente por conta das outras duas operadoras (TUA e Kuba) e do transporte irregular feito pelos mototaxistas. Entretanto, diz Pinheiro,
"a empresa não se preparou para isso por incompetência ou por conivência". Justificou ainda que o transporte feito pelas motos é uma alternativa para os desempregados e que se a empresa se sente prejudicada deve "brigar pelos seus direitos judicialmente, como fizeram Botucatu e Catanduva, onde o poder público coibiu este tipo de transporte".
Também foi aprovado na assembléia de ontem, a realização de protestos, que deverão começar na próxima semana, em solidariedade aos três cobradores que foram punidos com trinta dias de suspensão por terem "participado" de um ato no inicio do ano.
Os sindicalistas afirmam que deverão ocorrer "paralisações relâmpago" na avenida Rodrigues Alves.
Venda da empresa
Pinheiro disse que "Henrique Lusitano, que esteve na empresa no começo de janeiro como representante de Baltazar José de Souza, eventual comprador da ECCB, tem afirmado em conversas com cobradores e motoristas" que Souza teria comprado 61% da empresa.
Os donos da ECCB, entretanto, negam a venda desde que se iniciaram os boatos.