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Manifesto

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

MP e juízes chamam Bauru contra barbárie

MP e juízes chamam Bauru contra barbárie

Texto: Nélson Gonçalves

Em nota oficial à comunidade, juízes e promotores conclamam para que a cidade não se acomode diante de atentados

As entidades representantes dos juízes e promotores públicos da comarca de Bauru manifestaram, ontem, a indignação diante das confissões contidas nos depoimentos de acusados de atentados contra vereadores na cidade. Em nota oficial à comunidade bauruense os juízes de Direito e promotores de Justiça repudiam atos de violência contra instituições democráticas e chamam a atenção da população para que não se acomodem diante de atos de barbárie.

A manifestação dos juízes e promotores vem depois que foram confirmados depoimentos de acusados de atentados com tiros e bombas caseiras contra representantes da população, notadamente vereadores. Na nota os representantes do Judiciário e Ministério Público local "repudiam qualquer ato de violência contra as instituições democráticas, pois consideram que tais atos, na verdade, atingem não apenas os seus integrantes, mas todo e qualquer cidadão que tem nessas instituições o sustentáculo de seus direitos". A nota conclui que "por isso, os juízes e promotores de Bauru conclamam toda a sociedade bauruense, que é destinatária dos serviços prestados por tais instituições, para que não aceitem e não se acomodem, em hipótese alguma, diante de tais atos de barbárie que atentam contra o Estado de Direito".

A manifestação é consequência da afirmação por parte de depoentes presos como suspeitos dos atentados na cidade de que, além de Izzo ser mencionado como mandante dos atos ainda teria planos para eliminar o juiz da 3ª Vara Cível do Fórum de Bauru, Mauro Ruiz Daró, e o promotor de Justiça e Patrimônio Público, Carlos Roberto Simioni. A contratação visando as mortes estão nos depoimentos do segurança do prefeito, Djalma Duarte Gonzaga e do contratado Alexandre Humberto Santos. Ambos foram ouvidos pela DIG-Garra e estão com a prisão temporária decretada, junto com outras cinco pessoas.

Conforme os depoimentos, Carlos Roberto Simioni e Mauro Ruiz Daró seriam eliminados dentro de seis meses a um ano. Djalma confirma que os planos teriam sido solicitados pelo prefeito afastado Izzo Filho. O contratado Alexandre Humberto não só dá a mesma versão como cita, em seu depoimento, que o valor do serviço seria cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil, uma casa na Cohab e uma camionete nova.

O promotor Carlos Roberto Simioni é autor de várias denúncias contra Izzo Filho, tanto na esfera cível, através da propositura de ações, quanto na esfera penal, por meio de representações. Recentemente, Simioni foi autor de inquérito civil que levou à ação de responsabilidade civil por improbidade administrativa e o juiz Mauro Ruiz Daró foi quem concedeu liminar afastando Izzo do cargo na mesma ação, por denúncia de extorsão contra a ECCB.

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