Broncolino o primeiro a rir das últimas
Broncolino o primeiro a rir das últimas
BEM, DEPOIS DE TUDO QUE SE PASSOU, É PROVÁVEL QUE IZZISTA DEZZISTA. NÃO INSISTA.
Entidades que representam juizes de Direito e promotores públicos, fizeram manifesto pedindo à população para repudiar atos de violência. Chama a atenção da sociedade contra o acomodamento diante de atos de barbárie. Li "A Tribuna do Leitor" de ontem. Três cartas publicadas. Nenhuma sobre o assunto! População ainda não "assuntou". Só se assustou.
Portanto, senhores juizes, senhores promotores, não esperem nada da sociedade. Pode ver a cidade pegar fogo, mas não se mexe. Nada conseguem os senhores contra o acomodamento da nossa gente. Quer acomodação. Não "incomodação".
Bauru é assim mesmo. Alheia, desinteressada. Entre os populares, só se ouve cochicho, murmúrio. Depois do cochicho, vem o "cochilo". Enfim, é uma cidade que dorme no ponto. "Dorme, dorme, filhinho. Meu anjinho inocente. Dorme, queridinho, que a cidade está fervente".
Por isso, quando vejo gente falando em "bauruismo", penso logo: pura falsidade. Bauruense só tem "bauruismo" nas colunas sociais. Na hora de defender a cidade, cada um fica na sua. Somente alguns "suando".
A verdade, é que a cidade é mal-amada. Só bem-amada nos momentos de alegria, festa, coquetel, carnaval... Bauru, para ser franco, sofre de falta de dengo. Mas, na falta de dengo, tem dengue!
Servidores municipais também andaram assustados. Não. Não se trata de bomba em suas residências. Ao contrário. Estão assustados porque, depois de 2 anos, desde o final da administração Tidei de Lima, só recebiam o salário atrasado. Dia 1o de março, receberam seu salário em dia. Dia 1o em Bauru foi assim: para uns, alegria; para outros, agonia.
Antes da sessão da Câmara, no dia 1o de março, os vereadores estiveram reunidos. Foi daí que, diante dos fatos, os vereadores ligados ao prefeito cassado, Rino Biaggio, Rogério Medina, Catarina Carvalho, Leandro Martins e José Eduardo Ávila, prometeram mudar. Para Piraju!
Na referida sessão, os izzistas cederam seu tempo na tribuna. Não quiseram fazer uso da palavra para, naturalmente, evitar palavrões. Fora a vereadora izzista, Catarina Carvalho. Única que não se sentia engasgada.
Em verdade, depois das confissões dos implicados diretamente nos atentados, nenhum izzista foi tentado a falar. Há até os que dizem: depois do caso descoberto pela polícia, duvida-se que izzista exista. Acreditam que o izzista dezzista. Ou seja, desista de ser izzista.
Por exemplo, o guru do Izzo, Pedro Valentim. Disse que vai analisar, com cautela, o seu apoio ao prefeito cassado. Primeiro, ele espera passar a estupefação. Para depois voltar à razão. Poderá dizer: "Izzo, não!".
O novo presidente da Cohab, Daltayr Valim, já deu início às demissões. Prometeu que o quadro da companhia deverá de Ter pela metade o seu contingente de funcionários. Principalmente assessores, que são chamados de assessores porque têm acesso a um ótimo salário.
Depois que se livrar de toda essa gente, que vivia bem e contente, Valim diz que deverá reduzir em 50% a folha de pagamento. Folha de pagamento que, segundo o novo presidente, era folheada a ouro!