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Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Procon precisa de ivestimentos materiais

Procon precisa de investimentos materiais

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Os móveis estão em péssimo estado de conservação e o atendimento é feito no balcão, onde o consumidor não conta com privacidade

O Procon- órgão de defesa do consumidor ligado à Secretaria Municipal do Bem Estar Social necessita de investimentos. A falta de equipamentos adequados impossibilita o órgão de expandir os serviços e melhorar o atendimento à população.

O órgão de defesa do consumidor funciona com quadro de funcionários restrito, possui apenas dois. Os estagiários do curso de Direito que em 97 chegaram a 16, hoje é de apenas seis.

O único computador do órgão é conhecido por "Dino" de dinossauro, de tão antigo que ele

é. Os móveis estão em péssimo estado de conservação e o atendimento é feito no balcão, onde o consumidor não conta com privacidade para expor seu problema.

Mesmo com todos esses problemas, o Procon de Bauru é considerado um dos mais ativos e melhores do estado. Uma média de 900 pessoas são atendidas pessoalmente e outro tanto, não computado, consulta o órgão através do telefone. O Procon/Bauru abrange cidades da região, como Lins e Promissão.

Para funcionar de forma ideal, segundo o advogado do órgão Luiz Alan Barbosa Moreira seriam necessários de seis a oito micros, divisórias, mesas , cadeiras e armários.

"Três micros ficariam para o atendimento ao público."

Moreira acha que o número estagiários poderia ser ampliado. "Precisamos ter oito estagiários em cada período para melhorar o atendimento." As máquinas de escrever também necessitam de manutenção.

"No ano passado, a Asteco fez a manutenção das máquinas gratuitamente."

O advogado acha que uma parceria com a classe empresarial bauruense poderia resultar em benefício da população que procura o órgão para consultar seus direitos.

"Um empresário com visão moderna poderia oferecer uma participação, desta maneira o consumidor lesado teria uma resposta mais rápida e eficiente do Procon."

Ele explica que o órgão não tem verba própria.

"Estamos ligados à Secretaria do Bem Estar Social que tem uma verba e remaneja para nós. O trabalho deles

é voltado para as ações sociais como o próprio nome diz."

Projeto de pesquisa

O advogado do Procon, Luiz Alan Barbosa Moreira tem planos para o futuro. "Gostaria de poder estar efetuando pesquisa de mercado. O processo é complicado porque os institutos de pesquisas dificultam a divulgação dos dados."

Ele pretende criar um setor de pesquisa para poder orientar o consumidor. "Queria pesquisar preços de cesta básica, gasolina e prestação de serviços. Criar uma cesta básica da construção civil. Idéias não faltam, pena que não tenho meios para isso", lamenta.

Para orientar o consumidor, o advogado criou um manual de orientação, só que a falta de recursos está impossibilitando a confecção do impresso. "Estou procurando parceiros. Estamos fazendo o segundo número de um jornal."

Estudo pretende agilizar o órgão

A Secretária do Bem Estar Social/Sebes/ Sandra Scriptore Rodrigues pretende dar mais agilidade ao Procon. "Temos um estudo que não está concluído para dar agilidade e melhor atender a população."

Ela alega que a crise econômica e política por que passa a administração municipal ainda, não possibilitou a melhora.

" Pretendemos reestruturar o órgão, porém o momento não permite. Muita coisa tem que ser melhor trabalhada e o Procon não foge a regra, ele está num contexto atual. Eu acredito no trabalho dos advogados e sei que o atendimento

é importante para a população."

A secretária não descarta a possibilidade de desligar o Procon da Sebes. "Talvez o Procon se desligue da Sebes, mesmo porque ele não é um órgão independente, não tem personalidade jurídica. Após a conclusão do estudo ele poderá ser ligado ao gabinete do prefeito."

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