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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Mesa-redonda discute benefícios e 13º de funcionários da ECCB

Mesa-redonda discute benefícios e 13.º de funcionários da ECCB

Texto: Márcia Buzalaf

Os benefícios dos trabalhadores da Empresa Circular Cidade Bauru (ECCB) foi o motivo da mesa-redonda realizada ontem à tarde, no Ministério do Trabalho, entre representantes da empresa - que solicitou a mesa-redonda - e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Geral de Bauru

(SindiTran) - que levou outras questões trabalhistas ao debate. Na oportunidade, foi discutido, também, a pauta da assembléia realizada na última sexta-feira entre funcionários da ECCB e o SindiTran.

A forma de pagamento do 13.º salário relativo às horas-extras feitas no exercício de 98, segundo o presidente do SindiTran, Elias Pinheiro da Silva, 39 anos, ainda recebeu mais uma concessão de dois dias para o pagamento. O prazo da empresa, confirma Silva, é sexta-feira.

A assembléia deliberou o pagamento do 13.º relativo

às horas-extras nos dias 8, 9 e 10. A mesma assembléia deliberou que poderá haver movimento de protesto caso a empresa não faça o pagamento da data estipulada.

O advogado da empresa, Fábio José de Souza e Linorácio da Silva Leme Júnior, gerente de Recursos Humanos da ECCB, representantes da empresa, afirmaram que não há condições de efetuar o pagamento na data estipulada pelo sindicato. A quantia a ser paga para os funcionários soma cerca de R$ 110 mil. "Até o dia 12, a empresa pode buscar recursos e viabilizem o pagamento", afirma.

Os funcionários que participaram da assembléia concordaram, por unanimidade, que não concordam com a extinção do ticket alimentação, a redução da cesta básica e a exclusão do plano de saúde, todos itens que a empresa levantou para revisão na mesa-redonda.

Além disso, outra proposta da empresa era implantar um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Sobre este assunto, o SindiTran aceita a abertura da discussão. "Podemos discutir o PDV, não a demissão de funcionários", afirma Silva.

Ele diz que a instauração do plano de demissão tem uma condição: que todos os pagamentos sejam feitos rigorosamente em dia pela empresa.

O sindicato exige que, o funcionário que tiver até três anos de empresa e decidir aderir ao PDV receberia todas as verbas da rescisão do contrato mais um salário normativo de abono contratual. Quem tiver de três a seis anos de empresa, receberia dois salários contratuais; e, quem tiver mais de seis anos de ECCB, receberia três salários contratuais.

O sindicato apresentou a proposta de que a Emdurb altere a validade de 30 dias no vale-transporte. "Isso para ele deixar de ser moeda corrente, como é hoje em dia, em que você troca até mesmo no fliperama", completa.

Para Silva, a Emdurb deveria administrar o sistema de transporte da cidade, não a receita das empresas. "Administrar o sistema viário, a administração das linhas, isto, sim, deveria ser feito", diz Silva.

Com a redução do quadro resultado da adesão ao PDV, sugere Silva, a empresa poderia redimensionar suas linhas e horários para não ter que reduzir os benefícios dos funcionários.

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