Um milhão já foi gasto na recuperação da cidade
Um milhão já foi gasto na recuperação da cidade
Texto: Luciano Augusto
A Prefeitura Municipal já gastou mais de R$ 1 milhão, segundo a Secretaria de Obras, na recuperação dos estragos provocados pela chuva. O dinheiro está sendo usado na contenção de erosões, em obras de prevenção e na recuperação de ruas e avenidas atingidas.
Diversas frentes de serviço trabalham intensamente no reparo dos estragos, chegando a consumir até 28 caminhões de asfalto por dia, na operação tapa buraco. Há equipes em uma erosão na Vila Ipiranga, no Jardim Paulista e na Avenida Alfredo Maia, o ponto mais crítico de acordo com a Prefeitura.
A avenida recebeu atenção especial. A pista está sendo recapeada e caminhões fazem a remoção do entulho trazido pelas águas e da areia que estava acumulada no leito do rio. A areia desce da cabeceira do Córrego do Sobrado e é o resultado do desmatamento da mata ciliar, que protege às margens do rio, e da ocupação desordenada nos bairros situados entre o Jardim Jussara e o Jardim Ipiranga.
Conforme informou o secretário de obras, Leandro Dias Joaquim,
"dragas fazem a retirada da areia no local". O serviço
é feito pela Ico Porto de Areia, contratada pela Prefeitura. Pelo menos mais três empresas devem iniciar a captação da areia do leito do rio.
Na imensa erosão que se formou na rua Valdir José da Cunha, próximo à Batavo, a Prefeitura pretende iniciar os trabalhos nos próximos dias. O buraco, que segundo uma moradora que teve a sua casa atingida começou a surgir em agosto passado, "engoliu a rua" e derrubou o muro da residência.
Em relação à recuperação da avenida Cruzeiro do Sul, onde uma chuva arrastou um trecho da pista, nas proximidades do Redentor, Joaquim disse que "será iniciada a colocação de células de passagem para os pedestres. Para os veículos, a passagem estará sendo regularizada dentro de aproximadamente 20 dias".
A operação tapa buraco da Prefeitura, entretanto, tem recebido críticas de alguns moradores. A alegação
é de que o asfalto se solta muito rapidamente e o buraco volta a se formar. O problema, esclareceu o secretário,
é provocado pela qualidade do asfalto utilizado nos reparos.
"A maior parte do asfalto usado tem mais de 20 anos".
Para solucionar a questão, a Prefeitura está utilizando, em alguns locais, um produto químico estabilizante do solo, que é misturado à areia, aumentando a resistência no local. Suas principais vantagens são: baixo custo, não necessidade de empréstimo de terra para o local e a capacidade de impermeabilização do solo é bem maior do que os métodos convencionais.