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Fim do protesto

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Índios desocupam a sede da Funai/Bauru

Índios desocupam a sede da Funai/Bauru

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Os cerca de 100 índios que ocupavam a sede da Funai/Bauru já retornaram aos seus locais de origem. Um fax do diretor assistente da Funai/Brasília garantindo a liberação dos recursos para o primeiro trimestre deste ano, a partir de hoje, encerrou a ocupação.

O fax de Brasília chegou na sede da Funai por volta das 20 horas de quarta-feira. Os índios que ocupavam o prédio da Funai se reuniram e decidiram aceitar a proposta. "Eles garantiram que as verbas serão liberadas a partir de hoje", comentou o representante dos Caingangues, Manoel Alexandre Sobrinho.

Outra reinvindicação dos índios, o retorno dos Caingangues para Pernambuco, também foi aceita pelo governo. "Eles garantiram que em 30 dias os Caingangues poderão retornar para Pernambuco, onde fica a aldeia."

O acordo entre os índios e o diretor da Funai encerrou o movimento e garantiu que os nove funcionários que permaneciam na sede fossem liberados para dormir em casa. "As mulheres já tinham sido liberadas, pouco antes. Após a chegada do fax, os demais conseguiram sair," segundo o representante dos Caingangues.

Sobrinho lembrou que durante o tempo de permanência dos

índios na sede da Funai não houve nenhum incidente.

"O tratamento dos funcionários com os índios e vice-versa foi o mais harmônico possível." Ele promete levar os índios para Brasília, caso o governo não cumpra a promessa. "Se as verbas não vierem, vamos para Brasília."

Recursos

Os recursos previstos para o primeiro trimestre deste ano voltados aos projetos de saúde, educação e atividades agrícolas começam a ser liberados hoje. Segundo a Funai/Bauru, a quantia em valores não está definida.

"Cada aldeia já enviou seu projeto e deve receber uma parte ou a totalidade do valor pedido."

O administrador substituto da Funai/Bauru, Luiz Gonzaga de Almeida Santos disse ontem que a Funai/Brasília atendeu as reinvindicações e encerrou a ocupação. "A proposta foi aceita pelos índios e hoje voltamos ao trabalho normal."

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