História do chocolate
História do Chocolate
Texto: Adriana Rota
Os povos pré-colombianos, instalados na América Central (na região que compreende o México e a Guatemala atuais), foram os primeiros a manter contato com o chocolate.
De acordo com a lenda, os astecas acreditavam que o deus deles
- Quetzalcoatl - havia trazido do céu as sementes de cacau. As colheitas eram festejadas com rituais de sacrifícios humanos, nos quais as vítimas recebiam uma bebida feita
à base do fruto.
Na época, as sementes eram torradas, moídas e batidas em água quente até a produção de uma bebida espumante, apimentada e amarga, temperada com baunilha e especiarias.
Já os maias, por volta do ano 600 antes de Cristo (a.C), iniciaram as primeiras plantações em Yucatan e na Guatemala, incrementando a fama de poderosos comerciantes, não só pela fabricação do tchocolath, mas pelo valor das sementes, que eram usadas como moeda.
Só em 1502, na quarta viagem do espanhol Cristóvão Colombo à América, a Europa passou a conhecer o chocolate. A partir daí, ele começou a receber mel ou açúcar na sua composição.
Por quase um século os espanhóis guardaram o segredo da fabricação da bebida, que só no final do século XVI difundiu-se para outras partes do mundo.
Em meados de 1700 foi fundada a primeira fábrica, a Companhia Barker. O leite passou a ser adicionado nessa época. No ano de 1828, tem início a produção do chocolate em pó e a comercialização da manteiga de cacau. Quarenta e sete anos depois, Daniel Peter e Henri Nestlé criaram o chocolate ao leite.
A partir da Primeira Guerra Mundial, o energético chocolate passou a fazer parte da ração dos soldados. As técnicas foram sendo desenvolvidas até culminar em tabletes resistentes, que derretiam com menor freqüência. A partir de 1945, com o fim do segundo grande conflito mundial, a indústria chocolateira ganhou o mundo.