PSDB de Duartina acusa regional
PSDB de Duartina acusa regional
Texto: Marcos Zibordi
Duartina - Cinco dias após a votação que elegeu Élio Busch pela segunda vez para Coordenação Regional do PSDB, o diretório de Duartina acusa a regional-Bauru de não ter avisado a cidade da reunião que elegeu Busch, sábado passado, em Piratininga. A acusação
é de Nelson Barbosa Gomes, presidente do partido em Duartina.
Segundo Gomes, ele só foi avisado da reunião para indicar o coordenador regional no sábado em que ela ocorria, meia hora depois do seu início. Ele diz que ainda se dirigiu até Piratininga e chegou no final da reunião, quando a eleição já estava decidida. "Ele não chamou. Assim é fácil ganhar a eleição. Um amigo me avisou, de Bauru, da reunião".
Gomes disse que foi informado por Busch, após a reunião, que o diretório de Duartina estava suspenso. Gomes alegou que não sabia da suspensão, não tendo recebido nenhum aviso sobre o assunto da direção estadual.
"Liguei para São Paulo e qual foi minha surpresa? Nós não havíamos sido suspensos e estava tudo normal. Daí a legalidade nossa em participar da reunião".
O presidente acusa Busch de ter pedido, via faz, a intervenção em Duartina, no mesmo dia em que ele descobriu que a mesma não existia, em 22 de março. "Ele gosta de não criar novas lideranças políticas, tanto que Bauru ficou sem deputado estadual e federal por causa do diretório do PSDB de Bauru". Gomes diz não saber nem da proporcionalidade de votos a que teria direito, caso estivesse na reunião.
"Foi uma reunião de portas fechadas para indicar o
Élio Busch como coordenador. É problema de longa data, a gente não compactua com a liderança do Élio Busch, porque ele quer tudo para ele".
Um dos argumentos colocados por Busch no pedido de suspensão
é o fato do diretório de Duartina ter trabalhado para o candidato Pedro Tobias (PDT). "Nós trabalhamos sim, porque era a única pessoa da liderança política de Bauru, e nós sabíamos que o Edmundo (Albuquerque) não ia ser votado".
Outro aspecto que justificaria a suspensão, ainda segundo o pedido, é a visita feita pelo então candidato ao governo estadual Francisco Rossi, em agosto de 98, à cidade de Bauru. O diretório de Duartina esteve presente na visita de Rossi, apoiando-o, mas se ausentou da visita feita no mesmo dia, no período da tarde, pelo vice-governador do Estado, Geraldo Alkmim. "Isso também não compete a ele, porque a gente têm direito de ir e vir de qualquer lugar".
Gomes disse que o diretório estadual deve enviar na próxima segunda-feira um pedido de esclarecimento sobre os fatos para o diretório de Duartina.
Élio Busch, reiterou que Gomes não participou da reunião das coordenadorias em Piratininga porque o partido em Duartina estava em processo de intervenção que, inclusive, deve ser publicada nos próximos dias. "Não participaram porque não estão em condições de participar. A minha participação pára ai. O que acontece é que eles têm que arcar com aquilo que eles plantaram. Quem planta, colhe". Busch citou novamente o fato do diretório de Duartina não ter prestigiado a visita do vice-governador Geraldo Alkmim em 98. Ele disse que só tem direito de voto no partido o diretório que estiver regularizado.
Busch não quis dar outras respostas às acusações de Gomes por considerar que este problema não é mais seu. Para ele, a decisão está em São Paulo esperando conclusão. Ele disse que só tomará alguma atitude quando for informado pelo diretório em São Paulo. "Em suma é isso. Eu não tenho, realmente, nada a declarar. Vou deixar claro: eu não me oponho à regularização nenhuma, mas vai depender do diretório em São Paulo. Eu não tenho mais nada a declarar. Eu aguardo determinação do Estadual vai tomar sua posição e vai comunicar para mim. Ai a peteca volta na minha mão".