Bauruense deve ficar atento com dengue hemorrágica
Bauruense deve ficar atento com dengue hemorrágica
Texto: Luciano Augusto
Bauru vive hoje numa epidemia de dengue, doença causada pela picada do mosquito Aedes Aegypti. O vírus que provoca a doença tem duas variações: a clássica, que é adquirida no primeiro contato com o mosquito, e a hemorrágica, provocada por uma variação mais forte do mesmo vírus, chamado de tipo 2, e que só
é possível se a pessoa já foi contaminada uma primeira vez pela picada do mosquito. Em Bauru, houve a suspeita de um caso não confirmado de um caso de dengue hemorrágica.
Como a cidade já viveu uma epidemia de dengue e agora passa por outra, existe a possibilidade de ocorrência de dengue hemorrágica. Isso porque a pessoa contaminada uma primeira vez pelo vírus da dengue fica sensibilizada porque o organismo produz células de defesa, chamadas de anticorpos. Assim a resposta do sistema de defesa do corpo é maior em uma segunda contaminação e se a contaminação for pelo vírus mais agressivo, a doença vem com muito mais força.
De acordo com a infectologista do Grupo de Vigilância Epidemiológica, Denise Arakaki, os dois tipos da doença apresentam, basicamente, os mesmos sintomas: febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, desconforto digestivo e vemelhidão na pele. Na dengue hemorrágica a pessoa infectada não precisa, necessariamente, estar tendo sangramento, assim como, em alguns casos de dengue clássica, pode haver o sangramento.
A orientação da infectologista é para que as pessoas, ao menor sintoma suspeito, procurem um médico ou o posto de saúde mais próximo. Com isso, além de um diagnóstico precoce, que é importante, a vigilância sanitária poderá detectar e mapear os bairros com maior incidência da doença.
Outro ponto importante destacado pela médica é a eliminação dos criadouros do mosquito. Não deixar água acumulada em latas, garrafas, vasos de plantas, pneus. Fazer a limpeza da caixa d'água regularmente. É importante também mobilizar vizinhos e conhecidos para que façam o mesmo.
Clássica x Hemorrágica
Dengue Clássica
*Transmissão: vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypt;
*Sintomas: Febre, dor de cabeça, dores ósseas no corpo, desconforto digestivo, vermelhidão na pele. Em alguns casos pode ocorrer sangramento;
*Como agir: Procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. Caso o médico ou enfermeira não meça a pressão arterial, peça. Uma das maneiras de diferenciar um caso do outro é justamente através da medição da pressão arterial, sentado e deitado. Nos casos de dengue clássica, não há diferença nas duas medições, com paciente deitado ou sentado;
*Tratamento: Para a dengue, não existe nenhum tipo de medicação. O paciente deve ficar em observação e sob cuidados médicos.
*Período de incubação: 5 dias.
Dengue Hemorrágica
*Transmissão: Vírus mais agressivo, tipo 2, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypt. A pessoa precisa, necessariamente, já ter sido picada uma primeira vez pelo mosquito e ter desenvolvido a doença. Neste caso, seu sistema de defesa cria anticorpos. No segundo contato com a doença, a reação
é muito mais forte;
*Sintomas: Febre, dor de cabeça, dores ósseas pelo corpo, desconforto digestivo, vermelhidão no corpo.
É comum a ocorrência de sangramentos gengivais, nasais e oculares. Entretanto, há casos em que os sangramentos não chegam a ocorrer;
*Como agir: Procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. Exigir que seja feito a medição da pressão arterial sentado e deitado. Se a pressão com o paciente deitado for maior do que com o paciente sentado,
é um indício de que a contaminação pode ser do tipo hemorrágica. Outro teste bastante fácil
é a prova do laço, onde o médico ou enfermeiro mede a pressão arterial e faz uma média. Esta média
é marcada no medidor, por cinco minutos. Delimita-se uma
área, entre o cotovelo e o punho, e é observado se aparecem manchas ou pontos vermelhos subcutâneos. Isso
é um sinal de que pode ter havido contaminação por dengue hemorrágica;
*Tratamento: Como já foi dito não existe medicação que combata o vírus da dengue. Nos casos de dengue hemorrágica, o infectado é internado e recebe o chamado "suporte de vida" que é a reposição de sangue e outros componentes vitais, até que o paciente se reestabeleça.
*Período de incubação: 5 dias