Geral

Falsificação

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Falsificadores preferem agora sa notas menores

Falsificadores preferem agora as notas menores

As notas de R$ 50,00 e R$ 100,00 já não são mais as preferidas dos falsificadores de cédulas, que há cerca de um ano passaram a soltar notas falsas também de R$ 5,00 e R$ 10,00. A Polícia Federal de Bauru acredita que a estratégia vem sendo usada porque a população tem pouco cuidado ao receber notas de valores baixos, o que facilita o derrame.

A mudança na atuação vem sendo adotada em

âmbito nacional e percebida também na região de Bauru. Segundo o delegado da Polícia Federal em Bauru, Antonio Vaz de Oliveira, a maior parte dos 113 inquéritos instaurados no ano passado na sua área de abrangência eram relativos a notas falsas de R$ 10,00.

"Antes, as notas de R$50,00 e R$100,00 eram feitas pelo processo de lavagem química (através do qual uma moeda verdadeira fica em branco e posteriormente é pintada com um valor maior), o que conferia uma qualidade muito boa", explica. Atualmente, o processo de falsificação é menos sofisticado por envolver as notas com valores menores. "Acredito que fica muito caro usar esse método para fazer cédulas de baixo valor".

O delegado nega que a região de Bauru seja um foco de fabricação de notas falsas, como foi divulgado anteontem pela Rede Globo, no Jornal Nacional. Ele diz que em nenhuma das ocorrências registradas nos últimos três anos pela Polícia Federal em Bauru foram detectados que os falsificadores fossem da região ou da cidade. "Não houve casos em que foi constada a origem da falsificação aqui, mas há pessoas da região que conhecem as nossas características e por isso usam a região para a desova". No entanto, destaca que grande parte dos envolvidos

é de outras regiões do Estado.

Sem casos - "Há cidades onde nós constatamos alguns casos, mas em Bauru não teve nenhum", ressalta. Em Lins, a polícia prendeu no mês passado pessoas com cédulas falsas fabricadas pelo processo de escaneamento feito na própria cidade. Houve casos também em Dois Córregos, Mineiros do Tietê e Iguaraçu do Tietê. São utilizados geralmente métodos menos sofiscados, como xerox, off set e decalque.

O delegado também não acredita que Bauru seja um centro de desova e prefere não fazer comparações sem possuir dados de outras regionais da Polícia Federal.

"A gente não pode falar se o registrado representa muito ou pouco porque o ideal seria que não tivesse nenhuma ocorrência".

O delegado diz que para que a incidência do derrame de cédulas falsas seja menor, é necessário conscientizar a população. "A única maneira de evitar

é fazer com que a população fique mais atenta, principalmente as pessoas que trabalham com o comércio".

Comentários

Comentários