Geral

Homicídio

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Pintor é encontrado morto no Jd. Gérson França

Pintor é encontrado morto no Jardim Gerson França

Texto: Rita de Cássia Cornélio

A polícia Civil através da Dig/Garra está investigando o homicídio, ocorrido, provavelmente na última quinta-feira, na rua Santa Terezinha, quadra 15, Jardim Gerson França. O corpo do pintor Nilson José Antonio, conhecido por "Sagüi", em adiantado estado de decomposição, foi encontrado na noite de domingo, em um quarto de despejo da residência de número 110.

O cadáver foi encontrado por uma testemunha que mora nas imediações do local. O corpo nú estava com as pernas amarradas por uma corda na altura do tornozelo e coberto com um plástico preto. Na cabeça do pintor havia sinais de marretadas.

No mesmo quarto, a polícia técnica apreendeu duas velas de sete dias acesas, cada uma delas com um pedaço de papel contendo o nome do morador Maximiliano César da Silva e de sua ex-amásia Reginéia Luguetto Pereira, além de uma cueca e documentos da vítima.

Acaso

O corpo do pintor foi encontrado por um acaso. A ex-amásia do morador, Reginéia Luguetto Pereira e um vizinho, de nome Antonio estavam retirando os pertences dela da residência quando encontraram o corpo.

A mulher explicou que está separada de Maximiliano César da Silva há dois meses. Neste período já tinha sido ameaçada e agredida por ele, várias vezes.

"Fiz até BO na Delegacia de Defesa da Mulher."

Na última quinta-feira, segundo ela, um vizinho de Maximiliano a procurou. "Ele encontrou minha filha e deu o recado que era para eu ir buscar minhas coisas, porque Maximiliano estava indo embora para Campinas."

No domingo ela teria encontrado com o Antonio que se propôs a ajudá-la a retirar as coisas. "Nós fomos para a casa e transportamos as coisas para minha nova residência, três quadras do local. Na última viagem pedi para o Antonio ver no quarto dos fundos se havia alguma ferramenta."

O quarto de despejo estava trancado com cadeado. "Eu não tinha as chaves, mas o Antonio encontrou-as sobre um móvel. Ele abriu e ao acender a luz percebemos que havia um corpo, ao lado de uma poça de sangue. Acionamos a polícia.

"

Família desconhece motivos do crime

A irmã de Nilson, Ester Regina Antonio diz que a família desconhece os motivos do crime. "O Sagüi era uma pessoa querida pela vizinhança. Ele bebia um pouco mas não era violento."

Elea lembrou que o irmão desapareceu na quinta-feira. "Ele saiu de shorts e chinelo. Não voltou à noite e meu pai saiu procurando por ele. Perguntou dele para muitos moradores e não conseguiu saber onde ele estava."

No mesmo dia, um parente ficou sabendo que Nilson teria ido para o Paraná, na casa de familiares. "Esperamos chegar a sexta-feira e ligamos para lá. Ele não havia chegado. Ficamos aguardando ele chegar no Paraná e no domingo a polícia encontrou o corpo."

A irmã lamenta o tipo de morte do pintor. "Nós perdemos a nossa mãe há 8 meses. Meu irmão não tinha inimigos. Não sei porque mataram meu irmão dessa maneira. Fiquei sabendo que abussaram sexualmente dele. Não pudemos nem fazer velório. Ele não merecia isso", lamenta.

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