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Bancada do PTB

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

PTB quer ser fiel da balança na Câmara

PTB quer ser fiel da balança na Câmara

Texto: Josefa Cunha

Bancada de três vereadores quer agendar reunião com prefeito Nilson Costa (PL) e definir posição no Legislativo

Os vereadores petebistas Roberto Bueno, Rogério Medina e Paulo Agustinho pretendem agendar para o início da próxima semana uma reunião com o prefeito Nilson Costa (PL) a fim de definir a postura da bancada em relação à administração municipal. Desde que Nilson assumiu, o posicionamento do partido na Câmara vem seguindo o entendimento pessoal de cada um de seus representantes. Entretanto, o partido quer unificar sua atuação e diante da definição política sobre quem é o prefeito de Bauru discutir com o próprio chefe do Executivo um programa para sua atuação em bloco.

O PTB quer discutir com Nilson Costa as propostas para a administração municipal ao longo dos próximos 21 meses e escolher a posição da bancada, se oposição, de apoio formal, independente ou neutra de acordo com os programas que forem implementados. Manifestação do próprio interlocutor do prefeito no Legislativo, vereador Edmundo Albuquerque (PSDB), é citado pelo PTB como reforço para a necessidade de discussão de um programa da gestão Nilson Costa. Albuquerque defende que o prefeito estabeleça prioridades, discuta com seu grupo político e a Câmara.

O presidente municipal do partido, José Walter Lelo Rodrigues, disse ontem que a reunião dos vereadores com o prefeito ocorrerá sem a interferência da direção petebista, que só depois pretende reunir-se com os parlamentares a fim de discutir as questões políticas. Segundo Lelo, o PTB, por enquanto, não tem tendências em relação ao governo Nilson Costa. "Somos, tradicionalmente, de centro, com posições equilibradas e moderadas. Se houver apoio, ele terá que ser claro, porque não adianta dar sustentação apenas naquilo que convém", avaliou.

A necessidade de ter uma postura definida no Legislativo parece ter vindo à tona na sessão da última segunda-feira, particularmente na discussão em torno do veto de Nilson

à devolução das taxas aos contribuintes do IPTU. O vereador Roberto Bueno demonstrou certa irritação com "pessoas que estariam definindo posições em nome do PTB", avisando que "só ele e os colegas da bancada falam pelo partido". Tudo, porque chegou aos petebistas a notícia de que eles já teriam fechado posição em favor do veto do prefeito. "Nós não conversamos sobre isso ainda. Como podem empenhar nosso apoio sem nos consultar a respeito", esbravejou Bueno, considerando o PTB como o

"fiel da balança" hoje na Câmara.

Para o PTB, a tendência na Câmara Municipal é que se formem dois grupos definidos, de oposição e situação a Nilson Costa, ainda que um possível terceiro bloco se mantenha "independente" ou "neutro" de acordo com cada projeto. Ainda assim, pelo raciocínio político de bastidores, os três vereadores do PTB

é que, em forma de bancada, acabariam decidindo na maioria das votações.

Na precaução de evitar atropelos, os petebistas resolveram apressar a conversa com Nilson. Até lá, cada um dos três continua agindo conforme suas convicções ou interesses próprios. "Queremos que o prefeito esboce suas pretensões e linhas em relação ao futuro do município. A partir disso, decidiremos se vamos apoiá-lo, ser oposição ou ficar na neutralidade", adiantou Rogério Medina, que não esconde discordar do prefeito em alguns pontos referentes aos servidores. Medina estaria descontente com o remanejamento de alguns funcionários de carreira que detinham cargos em comissão no governo Izzo Filho. Porém, o PTB deve ponderar se esse assunto não é muito pouco para decidir por ser oposição ou não.

Mesmo porque é colocado, por antecipação, que a definição da conduta do PTB no Legislativo não seria "válida" nos assuntos concernentes aos comerciários, categoria representada por Agustinho, e aos servidores, reduto do eleitorado de Medina. "Desde já, decidimos que a bancada não irá fechar questão nos assuntos relativos aos comerciários e servidores. Nas demais questões, a postura será uma só", disse Medina. Então, tirando esses dois temas preferidos de Medina e Agustinho, a intenção

é que a bancada decida sobre projetos com o chamado "fechamento de questão".

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