Sinserm denuncia superintendente do Sepren
Sinserm denuncia superintendente do Seprem
Texto: Josefa Cunha
Usando a tribuna da Câmara na sessão de ontem à noite, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), Idelma Corral, denunciou o superintendente do Serviço de Previdência dos Municipiários (Seprem), Danilo Campana, e exigiu sua exoneração imediata ao prefeito Nilson Costa (PL). Diante das dificuldades que os servidores enfrentam para ter acesso à assistência-saúde, o sindicato entende que é inconcebível manter no comando do
órgão uma pessoa "conivente" com os abusos no serviço pago pelo funcionalismo.
As suspeitas de utilização irregular do convênio mantido entre o Seprem e a Unimed são antigas. Informações até hoje não confirmadas apontam que várias pessoas foram submetidas a cirurgias estéticas e a outros tratamentos não previstos no convênio. Há poucos dias, o Sinserm teve acesso a um documento que atesta a realização de uma cirurgia plástica na mulher de Campana, Edna Lúcia V. Campanha.
A autorização da Unimed para o tratamento estético data de maio de 1996. Consta no documento que a mulher do superintendente passou por uma blefaroplastia - plástica na região dos olhos para a retirada de bolsas e pálpebras. Esse tipo de cirurgia, assim como todas as outras de caráter estético, não tem cobertura do convênio mantido pelo Seprem, ou seja, teria que ter sido feita particularmente.
Em meados do ano passado, quando a Unimed suspendeu os atendimentos aos conveniados do Seprem por falta de pagamento, Danilo Campana culpou o uso indiscriminado por parte de usuários. Segundo ele, o abuso de alguns - que utilizavam o convênio excessivamente e até sem necessidade - era responsável pela limitação da assistência aos demais.
Em razão disso, o Seprem promoveu uma série de mudanças e restringiu os atendimentos, criando um sistema de triagem que até hoje continua sendo alvo de reclamações.
Há quase um ano, os conveniados do Seprem - que chegam a 14 mil pessoas entre servidores e dependentes - estão sem o serviço de pronto-atendimento, o que os obriga, em caso de emergência, a recorrer ao Sistema Único de Saúde. O problema maior é que todos pagam, mensalmente, 8% de seus salários brutos pela assistência médica. Além disso, são cobrados R$ 29,00 pelos atendimentos fora do ambulatório do Seprem, ou seja, nos consultórios dos médicos credenciados.
Os que não podem ou não querem pagar a "taxa extra" têm que se submeter à fila no ambulatório e aos restritos horários dos 13 médicos que lá atendem. Atualmente, o ambulatório do Seprem oferece sete especialidades (cardiologia, clínica geral, ginecologia, psiquiatria, pediatria, cirurgia geral e urologia), mas a agenda dos profissionais é apertada. Horários para ginecologia e urologia, por exemplo, só na parte da manhã. Aos sábados, domingos e feriados também não há atendimento.
Por conta das restrições, já há quem esteja questionando a viabilidade do ambulatório. A vereadora Maria José Majô Jandreice, por exemplo, tem dúvidas a respeito da conveniência dos gastos com sua manutenção.
"Quanto o Seprem está gastando com o corpo médico, enfermeiros e atendimentos gerais realizados no ambulatório. Será que não seria mais barato se a assistência fosse diretamente nos consultórios?", lançou, sugerindo ao órgão ou à Prefeitura um estudo de viabilidade.
Sinserm é contra extinção de FHM
Texto: Andréia Alevato
O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) é contra a extinção do Fundo Habitacional dos Municipiários
(FHM).
Segundo a diretoria da entidade, no dia 26 de março, foi realizada uma reunião do Conselho do Fundo Habitacional. Lá, foi decidido que o FHM seria extinto. A diretora do Sinserm, Idelma Corral, explicou que no final do ano passado, um acordo verbal com os membros do Conselho (DAE, Emdurb, Seprem, Prefeitura e Sinserm) decidiram que documentos sobre o FHM deveriam ser apresentados na reunião do dia 26, mas a diretoria do Sinserm alega que nada foi apresentado. Idelma disse que o Sinserm é contra a extinção do Fundo, porque não houve uma documentação que provasse que ele deveria ser extinto.
"Na reunião, foi dito que o FHM era inviável e por isso seria extinto, já que muitos servidores deixaram o Fundo. A representante do Sinserm argumentou pela falta de documentação. Não é que somos contra a extinção do FHM. Somos contra a não apresentação de documentos para que seja provado essa necessidade", disse Idelma.
A diretora do Sinserm alegou ainda que todas as informações que o Sindicato sabe, como quantos servidores fazem parte do Fundo, quantos saíram, quantos ficaram e quanto dinheiro há em caixa, é através da imprensa.
"Nós fazemos parte do Conselho. Temos direito a ter acesso a essa documentação que nos é negada", completou.
Outra reclamação da diretoria do Sindicato foi a de que o convite para a reunião do Conselho não foi estendido para o Sindicato, mas que outras pessoas, que não fazem parte dele, estavam presentes e até se posicionaram quanto a extinção do FHM.
Idelma disse ainda que muitos servidores deixaram o Fundo Habitacional dos Municipiários, que funciona há quatro anos, porque ele é inconstitucional.
"O Fundo é inconstitucional. Ele simplesmente é descontado na folha de pagamento dos servidores. Não foi perguntado se eles queriam participar. E aí, nem uma parede foi levantada. As pessoas não deixariam o Fundo se houvesse estímulo, se houvesse uma casa construída", afirmou Sônia Carvalho.
Nepotismo
A diretoria do Sinserm também disse que é totalmente a favor da aprovação do projeto do vereador Antônio Carlos Garmes, sobre nepotismo.
"Somos a favor do projeto, porque somos contra a entrega de cargos em troca de favores. Continuamos pressionando o prefeito Nilson Costa sobre os cargos de confiança do governo Izzo. E se nada for feito, breve daremos nomes aos bois. Estamos investigando e já temos uma lista com nomes de pessoas que ocupam esses cargos", finalizou Eliane Koti.