Geral

MST

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

MST tem novo prazo para desocupar horto

MST tem até quinta-feira para desocupar horto

Texto: Adriana Rota

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) conseguiram com a empresa do Grupo Votorantim, arrendatária da área do Horto Florestal de Aimorés, um prazo até o próximo dia 15 para sair do local. Em virtude disso, o juiz da 5.ª Vara Cível de Bauru, Horácio Furquim Guanaes, suspendeu temporariamente a liminar.

Na sexta-feira o oficial de Justiça vai comparecer no Horto para efetuar a desocupação (caso ainda não tenha ocorrido), em companhia da Polícia Militar (PM), que vai garantir a execução da ordem judicial.

De acordo com o capitão Benedito Roberto Meira, embora os meios para transporte das 300 famílias esteja disponível, ainda não se sabe para onde elas poderão ser encaminhadas, fato que pode gerar outros problemas, pois existe a possibilidade das famílias "mudarem-se" para alguma praça da cidade, como informaram algumas vezes.

O impasse no Horto teve início no dia 20 de março, quando famílias vindas de outras cidades e de alguns bairros de Bauru ocuparam a área, arrendada pela Fepasa à empresa VCP, do Grupo Votorantim.

Quatro dias depois foi concedida uma liminar de reintegração de posse aos arrendatários, mas os membros do MST permaneceram no local. A PM recebeu ordem para apoiar o oficial de Justiça, mas pediu um prazo ao juiz para que pudesse organizar-se.

A partir daí, várias conversações foram acontecendo entre os advogados do MST, o juiz, a Igreja Católica, a PM e, pouco mais tarde, com um parente de Antonio Felicíssimo Pereira, que também passou a lutar pela posse das terras.

O juiz Horácio Guanaes, que aguardava o prazo solicitado pela PM, acabou sendo pressionado pela empresa, o que culminou com uma intimação enviada na quinta-feira passada ao comando, determinando a desocupação até o sábado seguinte.

Como uma última tentativa, os sem-terra fizeram uma marcha, na sexta-feira, do Horto até o Forum, onde um de seus representantes, o advogado que cuida da causa, a PM e o vereador José Carlos Batata foram recebidos pelo juiz, que aconselhou uma negociação com o advogado da empresa para a obtenção do prazo de sete dias solicitado na ocasião.

No mesmo dia o contato foi feito, mas a ordem acabou sendo adiada durante o final de semana porque não foi possível levar o caso aos diretores da empresa, fato que só ocorreu ontem, quando o prazo até a próxima quinta foi obtido, dando mais algum tempo para os acampados organizarem sua saída.

Comentários

Comentários