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Diet e light

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 4 min

Adoçante: mais sabor com menos calorias

Adoçante: mais sabor com menos calorias

Texto: Sabrina Magalhães

Pessoas que têm peso normal não precisam trocar o açúcar natural pelo adoçante, só não devem abusar

Na linha dos produtos diet/light, os adoçantes têm papel de destaque, oferecendo mais sabor com bem menos calorias.

"Os do tipo ciclamato tem zero de caloria. Já os aspartames têm quatro calorias por grama. O açúcar também tem quatro calorias por grama, só que um grama de adoçante adoça muitas vezes mais que um grama de açúcar, então, a troca compensa". observou a nutricionista Sílvia Tosi.

Ela salientou que os adoçantes também foram desenvolvidos para os diabéticos e pacientes com obesidade mórbida. Mas as pessoas acabaram adotando o produto no dia-a-dia. "Você pode usar, não tem problema algum. Agora, não é necessário introduzir o adoçante na alimentação de uma criança, principalmente se ela tiver peso normal, alimentação saudável. O mesmo para o adulto que tem peso normal e nenhuma patologia. Não justifica você trocar o natural pelo artificial. Agora, tem gente que não gosta de açúcar, aí tudo bem. Em geral, prefere-se o açúcar, mas determinou-se que ele engorda e que deve ser excluído. Se você for analisar, nada melhor do que um doce feito com açúcar,

é só não abusar."

Para os que optaram pelo adoçante, as opções são bem fartas. De acordo com os especialistas, o açúcar já é substituído com sucesso desde o século passado. Hoje, entre as principais alternativas estão a sacarina, o ciclamato, o aspartame e os steoviosídeos. Tempos atrás, levantou-se a tese de que tais substâncias seriam cancerígenas. Testes de laboratório já provaram que para fazer mal à saúde seria necessário ingerir doses elevadíssimas, muito acima do que é determinado como padrão nas embalagens dos produtos.

Opções

A sacarina é uma substância sintética e não calórica, feita à base de cálcio e sódio. Ela adoça 500 vezes mais que o açúcar comum. O ciclamato, também sintético e com zero caloria, adoça 40 vezes mais que o açúcar. Ambos, no entanto, costumam deixar um resíduo na garganta e um gosto amargo na boca.

Já o aspartame é sintetizado a partir de aminoácidos e ácidos. Ele tem quatro calorias por grama, mas adoça 200 vezes mais que o açúcar e não deixa o famoso "gostinho". É preciso observar, porém, que ele é contra-indicado para quem sofre de fenilcetonúria, uma doença metabólica em que o organismo não consegue absorver a substância que compõe o aspatame, entre outros alimentos.

Por último, extraído das folhas de uma planta chamada stévia, vêm os steoviosídeos, que adoçam 300 vezes mais que o açúcar.

E há cerca de um ano, algumas empresas têm lançado outro produto produzido a partir da modificação do próprio açúcar. Eles têm a capacidade de adoçar 600 vezes mais, com o mesmo sabor o açúcar e zero caloria. Alguns produtos já são encontrados no mercado.

Análise de laboratório

O Laboratório de Análise de Alimentos da Universidade do Sagrado Coração (USC) é bastante procurado por empresas da região para a verificação periódica da composição de produtos. De acordo com a coordenadora do laboratório, Alice Yoshiko Tanaka, as amostras do alimento são colocadas em vários aparelhos, onde serão contados os percentuais de proteína, fibra, gordura, carboidratos, vitaminas, minerais, entre outros.

"É o que chamamos composição centesimal. Nós vamos verificando a quantidade de cada substância e comparando com as determinações da empresa. O objetivo é investigar se a dosagem está correta, compatível com a fórmula original e com as informações da embalagem."

Na opinião de Tanaka, fiscalizar a composição de alimentos é tão importante quanto a fiscalização de pesos e medidas. "No Brasil, faltam órgãos fiscalizadores. Se o produto é light e é vendido como diet, não representa riscos tão sérios

à saúde do consumidor, mas não é uma coisa idônea e ele pode ter algum prejuízo."

De acordo com ela, a pressão por órgãos fiscalizadores deve partir do povo, do consumidor: "É o caso do Procon, acho que ele tem que chegar e avaliar a qualidade. Temos a fiscalização do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas). Seja medida, líquido ou unidade, eles contam e comparam com o rótulo. Acho que para a formulação também deveria ter um órgão que fiscalizasse nesse sentido".

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