Venda de eletrônicos importados está parada, diz lojistas
Venda de eletrônicos importados está parada, diz lojistas
Texto: Luciano Augusto
Desde 13 de janeiro, quando a cotação do dólar começou a disparar em relação ao real, os consumidores estão se distanciando dos eletroeletrônicos importados. Lojas que comercializam este tipo de produto afirmam que, mesmo com o recuo da moeda americana, o movimento ainda é pequeno.
O gerente da loja J. Mahfuz, Sidnei Pereira Ribeiro, 26 anos, confirma que os produtos importados subiram demasiadamente e as vendas desabaram. Como reflexo da alta no importado, até mesmo as vendas de produtos fabricados no País estão paradas, diz Ribeiro, "mesmo com a queda no dólar". Em média, os negócios com produtos importados caíram 30%.
De acordo com o gerente, as maiores alterações foram nos produtos de áudio e vídeo. A chamada linha branca
(fogões, geladeiras, freezer, máquinas de lavar, entre outros) sofreu um aumento um pouco menor.
Ribeiro cita como exemplo, o aparelho de televisão. Uma TV de boa qualidade era vendida, anteriormente, a cerca de R$ 300,00. Hoje custa perto de R$ 400,00. A crise, segundo ele, atrapalhou muito o crédito dos consumidores e fez aumentar a inadimplência.
Quem também está descontente com a cotação da moeda americana é o gerente da loja Ponto Final, Marcio Ribeiro Farto, 23 anos. 80% dos produtos vendidos são importados e, com o aumento de cerca de 25%, promovido pelas importadoras, a loja teve que amargar uma queda de 20% no movimento. As vendas da área de telefonia, com produtos nacionais, é que estão garantindo o lucro. Mercadorias baratas também estão tendo boa saída.
Para Farto, "o consumidor está começando a se adaptar ao produto importado, que para muita gente, ainda é sinônimo de mercadoria do Paraguai".