Geral

Desemprego

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Faturamento e emprego em queda no comércio

Faturamento e emprego em queda no comércio

Texto: Luciano Augusto

Nos três últimos anos, os níveis de faturamento no comércio vêm tendo sucessivas quedas. Só neste primeiro trimestre de 99 comparado com o de 98, o comércio viu suas vendas diminuírem em 3,67%. Consequentemente, isso se reflete no nível de emprego. Explorar a vocação regional e se transformar num pólo prestador de serviço

é um caminho possível, aponta o setor.

Bauru, que historicamente sempre teve uma vocação natural para o comércio, hoje tenta estancar os indícios de esgotamento, e já sente a necessidade de lançar novas idéias, como o incremento dos laços regionais, para um futuro próximo.

Conforme explicação do Sindicato do Comércio Varejista (SinComércio), o movimento de queda nas vendas, já foi maior nos últimos. Atualmente, existe ainda redução no faturamento só que em menor escala. A queda nas vendas acabou atingindo também o nível de emprego no comércio.

O número de vagas no mercado de trabalho comercial de Bauru, segundo Walace Garroux Sampaio, 49 anos, presidente do Sincomércio, vem se reduzindo há mais ou menos três anos. Ele aponta ainda que o processo de queda é contínuo em função da própria redução das vendas e que a diminuição dos postos de trabalho no setor deve continuar neste ano. "Tivemos um ritmo mais forte em anos anteriores. Agora, ele é menor, mas continua em queda", complementa.

Além da queda nas vendas, o acirramento da concorrência, com a redução no número de empresas abertas e a racionalização dos custos, no qual lamentavelmente entra também o número de funcionários, também contribuíram para engrossar as filas do desemprego.

É bom lembrar, que quando se fala de comércio em Bauru, estamos nos referindo, basicamente, a pequenas empresas.

Para uma pequena empresa, uma das decisões mais drásticas e difíceis é o corte de pessoal, até porque o relacionamento patrão e empregado é muito próximo. Nas palavras de Sampaio, "o pequeno empresário também

é um trabalhador, não é um capitalista investindo no próprio negócio".

Por outro lado, cada vez mais o setor exige trabalhadores qualificados, com boa desenvoltura com o público e que conheça bem os produtos. Progressivamente, se tem uma exigência muito maior da mão de mão-de-obra do comércio. Hoje, destaca o comerciário, "o consumidor tem uma postura diferente diante do comércio e em função disso é necessário uma profissionalização maior". Na área de atendimento, por exemplo, o consumidor

é muito mais rigoroso do que era no passado.

O representante do comércio aponta como um caminho possível para Bauru, a ampliação dos investimentos no desenvolvimento do potencial regional da cidade. "O comércio em Bauru, não atua apenas no município e sim em toda a região", diz ele. Na medida em que Bauru avança na sua visão mais regionalista de desenvolvimento, de proximidade com as demais cidades, isso pode ser revertido, a médio prazo, num aumento das vendas do comércio. Os problemas de Bauru não ficam nos limites do município e a solução da crise, para Sampaio, passa por uma solução regional.

Outro "ângulo" que também dá para ser explorado, de acordo com o SinComércio, é a vocação para a prestação de serviço como um todo. Para Sampaio Bauru deve lutar para ser um centro de excelência em prestação de serviço, seja ele privado ou público, buscar incremento do turismo, na área de educação, medicina, entre outras.

Comentários

Comentários