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Blecatute

Luciano Augusto
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Comissão do Crea vai analisar o blecaute de março

Comissão do Crea vai analisar o blecaute de março Texto: Luciano Augusto

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) aprovou, na

última quinta-feira, a instauração de uma comissão especial, que tem como coordenador o vice-presidente do Crea-SP, Luiz Antonio M. Salata. que vai estudar e analisar as causas que ocasionaram o blecaute. Segundo Salata, a comissão foi formada para comprovar ou não a versão de que um raio, que teria caído numa subestação da Centrais Elétricas de São Paulo (CESP), em Bauru, teria sido a causa do blecaute no dia 11 de março.

O blecaute deixou sem luz aproximadamente 11 Estados brasileiros e a versão de que um raio o teria provocado gerou polêmica em todo o País. A comissão tem trinta dias para emitir um parecer.

A primeira reunião está marcada para quarta-feira, 5 de maio. Será juntado todo o material divulgado pela imprensa, inclusive uma reportagem que circulou no JC, onde a Associação dos Operadores de Subestações do Estado de São Paulo diz que poderão ocorrer novos blecautes.

Serão ouvidos os envolvidos de Bauru e os demais profissionais envolvidos no caso do blecaute. A comissão analisará sobre o prisma do posicionamento profissional, além de levantar as causas. Pessoalmente, o representante do Crea não acredita na versão do raio. "O raio pode ter caído em alguma linha (de transmissão), mas não na subestação", complementa.

Como ouve risco para a sociedade, com o blecaute, e como o Crea tem um programa de proteção da população ele tem que cumprir este objetivo, destaca Salata. Debate ético na OAB

O vice-presidente do Crea-SP, Luiz Antonio M. Salata, esteve sexta-feira, em Bauru, participando do Seminário

"Responsabilidade dos Engenheiros e Construtores". O engenheiro debateu sobre os aspectos éticos, administrativos e disciplinares com profissionais de engenharia, arquitetura e direito. O evento foi uma iniciativa encampada pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subsede de Bauru.

Salata explicou que o objetivo principal do Crea é orientar, fiscalizar e promover o aprimoramento profissional com o objetivo final de proteger a sociedade. Por isso o engenheiro ressaltou a importância do desenvolvimento de oportunidades deste tipo, sobretudo, levando em consideração os vários casos que colocaram a engenharia na berlinda, como os do edifício Palace 2, no Rio de Janeiro, a explosão de um Shopping Center e o desabamento do teto da Igreja Universal, ambos em Osasco e o desabamento do edifício Itália, em São José do Rio Preto, além de outros.

O Conselho, hoje, tem cerca de 250 mil profissionais inscritos, nas diversas modalidades. Ainda existem outras 30 mil empresas prestadoras de serviço, na área de engenharia, arquitetura e agrimensura.

Como explicou Salata, todo Crea é regido por um Conselho Federal. Este Conselho Federal edita as resoluções que formam o código de postura profissional, o código de ética. Um dos artigos deste código, diz respeito à postura do profissional.

"Se ele cometeu uma imperícia, ele está sujeito ao crivo do Judiciário", completa.

No Crea existem ainda as comissões permanentes e, dentro delas, a Comissão permanente de ética profissional. Qualquer tipo de procedimento irregular verificado pelo cidadão que contrata os serviços de um engenheiro que atinja o código de ética, pode ser encaminhado nos escritórios regionais do Crea, como o de Bauru por exemplo. A denúncia é enviada à câmara de origem da modalidade do profissional e lá é formalizado o processo.

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