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Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Federal já tem suspeitos de atentado

Polícia Federal já tem suspeitos de atentado

Texto: Luciano Augusto

A Delegacia Regional da Polícia Federal (PF) já tem alguns suspeitos para o atentado contra o chefe de fiscalização da Delegacia da Receita Federal, Mauro Gallo, ocorrido na última terça-feira, à noite, quando dois homens em uma moto dispararam três tiros contra o seu carro. O fiscal não foi atingido e enquanto prestava depoimento à polícia, sua família recebeu ameaças por telefone.

Ontem, esteve em Bauru, o superintendente da Receita Federal, Flavio Del Comuni, que veio apurar de perto todo o desenrolar do caso, juntamente com a Procuradoria Geral da República, através dos procuradores de Bauru, Pedro Antonio de Oliveira Machado e Rodrigues Waldez de Oliveira.

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou a instauração de inquérito para a Policia Federal para apurar eventual crime de dano, tendo em vista os estragos causados no carro, um Vectra, que foi alvejado, crime de ameaça e tentativa de homicídio. De acordo com o procurador Oliveira Machado, o seu colega procurador, Waldez de Oliveira, esteve ontem

à tarde, na sede da Polícia Federal acompanhando o depoimento de várias pessoas que possam ter algum conhecimento a respeito do fato. Estas pessoas estavam sendo ouvidas como testemunhas.

Del Comuni afirmou que existem suposições, que estão sendo investigadas, ligadas à alguns setores empresariais,

"na área da construção e a áreas que têm somente empresas novas". Complementou afirmando que a Receita Federal faz "fiscalizações setoriais, seja no setor imobiliário, em empresas de segurança, indústria química e outras, dentro das variações patrimoniais de cada administração de tributos". Assim, a Receita Federal pode acompanhar como estão as fiscalizações nestes setores e "sentir a ação da fiscalização". Em razão disso, existem algumas direções do que possa efetivamente estar acontecendo em relação ao caso.

Será feita uma devassa fiscal sobre estas pessoas, empresas ou grupos, para apurar possíveis débitos com o Tesouro Nacional, porque, segundo o superintendente da Receita Federal, a organização não pode permitir que uma pessoa durante o seu trabalho seja ameaçado por possíveis sonegadores, que estão devendo para o Tesouro nacional. E foi mais além, classificando a ação de investigação sobre este tipo de atentado como uma forma de "combate ao crime organizado".

Preocupado em resguardar a sua integridade e a da sua família, Gallo está sendo acompanhado por segurança particular. O chefe de fiscalização disse que antes deste fato, não havia recebido qualquer tipo de ameaça. Desta vez, ele conta, "enquanto eu fazia o boletim de ocorrência, ligaram para minha casa e disseram que isso (os tiros no carro) teria sido só para assustar. A próxima seria no meio da minha testa, da minha esposa ou dos nossos filhos". O chefe de fiscalização da Receita Federal já foi ouvido, tanto pela PF quanto pelo Ministério Público. Ele acredita que o fato esteja ligado à sua atividade porque não tinha nenhum inimigo "conhecido", até na terça-feira.

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