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Universidade solidária

Redação
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USC é a 3ª melhor do Estado no projeto Universidade Solidária

USC é a 3ª melhor do Estado no projeto Universidade Solidária

A USC (Universidade do Sagrado Coração) teve o terceiro melhor desempenho em todo o Estado de São Paulo dentro do projeto "Universidade Solidária", que faz parte do programa "Comunidade Solidária" e é promovido pelo governo federal. A premiação aconteceu na última semana, em São Paulo, e contou com a presença da primeira dama, Ruth Cardoso, que fez uma menção à Universidade durante o seu discurso. A colocação da USC deve-se ao trabalho realizado em Adustina, na Bahia, em janeiro deste ano.

A premiação envolveu as 120 universidades de todo o Brasil, que participam do programa. Em nível nacional, o primeiro lugar ficou com a Unisinos (Universidade Vale do Rio Sino), localizada no Sul do País, e que já está no "Universidade Solidária" há 4 anos. A Universidade Federal do Paraíba ficou em segundo lugar e a Universidade Metropolitana de Santos em terceiro. A USC ficou entre as 19 melhores do Brasil.

Já em nível estadual, a Metropolitana de Santos obteve a melhor classificação, seguida da Unicsul e da USC. A colocação da Universidade do Sagrado Coração chamou a atenção uma vez que 1999 foi o primeiro ano em que participou do projeto, ao contrário das demais. Essa premiação avaliou os trabalhos voluntários que cada universidade desempenhou em localidades pobres do País.

Destino ao lixo

Em janeiro deste ano, dez alunos da USC ficaram cerca de 20 dias em Adustina, na Bahia, e promoveram uma série de atividades naquele município. Uma delas, foi a introdução da coleta seletiva de lixo que, até então, não existia no local. Os dez universitários, coordenados pelo professor Nélson Russo de Moraes, viajaram a Adustina através do projeto Universidade Solidária.

O grupo deixou Bauru no dia 14 de janeiro e seguiu para Marília, onde embarcou em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Os voluntários desembarcaram em Aracaju e seguiram os 160 quilÃmetros restantes de Ãnibus, até chegarem em Adustina. Com base no

"know how" que a USC tem no que diz respeito a trabalhos educativos com comunidades carentes, adquiridas com os projetos Pará e Tocantins, entre outros projetos, foi desempenhada uma ampla programação.

O coordenador do grupo conta que foram realizadas seis palestras, sendo a grande maioria na zona rural. Os alunos presentes, dos cursos de Enfermagem, Odontologia, Biologia, Artes Cênicas, Psicologia e Farmácia, trabalharam com cerca de 200 adultos e 400 crianças. Um dos primeiros passos foi a visitação em residências, onde conversavam sobre cidadania, vacinação, sanitarismo, primeiros socorros...

A partir de um pedido feito pelo prefeito da cidade, a destinação do lixo passou a ser o principal tema trabalhado, já que essa é uma das principais deficiências do local. Os voluntários ensinaram aos professores como reaproveitar o lixo reciclável. Com as crianças, foi realizada uma gincana - a "Brinque-lixo", através da qual foram estabelecidos três pontos de coleta para receber o lixo seletivo. Essa atividade marcou o início da coleta seletiva, que a Prefeitura implantou no município.

Os voluntários também ajudaram na realização de duas hortas comunitárias, onde é utilizada a reciclagem de material orgânico

(através da compostagem). O coordenador lembra que, com essas atividades, foi possível atender a duas necessidades da população - gerar meios de produzir alimentos e saber como destinar o lixo produzido. As atividades foram encerradas com o Dia da Faxina, no qual foram coletadas 22 carretas de lixo por dia. A prefeitura coleta, normalmente, duas carretas por semana.

A premiação foi recebida pela Irmã Teresa Ana Sofiatti, ecÃnoma provincial do IASCJ

(Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus), mantenedor da USC, e pelo professor Nélson Russo de Moraes. Nos próximos dias 20 e 21, o professor dr. Luiz Carlos Duarte de Souza, da coordenação do projeto, estará em Brasília em um seminário do conselho do "Comunidade Solidária" com a primeira dama Ruth Cardoso para definir os trabalhos do próximo ano, que devem acontecer em quatro locais: três no próprio Estado e outro em alguma região carente do País.

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