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Redação
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PM pode despejar MST em Brasília

PM pode despejar MST em Brasília

A PM foi acionada porque o MST não cumpriu liminar determinando a desocupação da fazenda Santo AntÃnio

Piratininga - A Polícia Militar de Piratininga já foi comunicada oficialmente pelo juiz para estar preparada para acompanhar o cumprimento do mandado de reintegração de posse da fazenda Santo AntÃnio, no distrito de Brasília Paulista, que está ocupada desde o dia 12 de maio por cerca de 50 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

No ofício recebido pela PM, o juiz não estipula uma data para a desocupação. Mas o comandante da 5ª Companhia da PM em Lençóis Paulista, à qual pertence o pelotão de Piratininga, capitão Carlos Alberto Fantini, informou ontem que a PM está estudando o assunto com muita cautela, já que essa é uma operação que exige moderação e muito planejamento.

Enquanto isso, a assessoria jurídica que dá assistência ao MST, está tentando articular uma reunião com o juiz para tentar ganhar um tempo até que que o Incra se posicione a respeito do assunto.

O capitão Fantini praticamente descartou uma ação policial para esta semana, em decorrência até mesmo do tempo que planejamento que a questão exige. O capitão prefere nem arriscar um palpite sobre quantos policiais seriam convocados para a operação.

Ocupação

A ocupação da fazenda Santo AntÃnio ocorreu na madrugada de quarta-feira. Aproximadamente 50 pessoas integrantes do MST invadiram a área que fica próxima ao distrito de Brasília Paulista, pertencente a Piratininga. A fazenda tem 320 alqueires e pertence a Cleide de Barros Peres, que mora em São Paulo. Segundo informações obtidas pela Prefeitura junto à Casa da Agricultura de Piratiniga, existem na propriedade cerca de 400 cabeças de gado e 100 equinos.

Um dia após a invasão, a proprietária da fazenda ajuizou a ação de reintegração de posse e no mesmo dia, após decisão juiz, os líderes do movimento foram notificados por oficiais de justiça que teriam três dias para deixar a área. Esse prazo venceu domingo e se o MST não conseguir mais um prazo com o juiz, a PM pode ir para a área a qualquer momento acompanhando oficiais da Justiça e promover a desocupação.

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