Profissionais ligados a rodeios criam associação
Profissionais ligados a rodeios criam associação
Texto: Adriana Rota
Unir a classe dos profissionais de rodeio e normatizar a atuação dessas pessoas visando uma maior observância do regulamento baixado, em 1997, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, corroborado pela Associação Internacional de Rodeios e pela Federação Nacional de Rodeio Completo. Esses são os objetivos da recém-criada Associação dos Profissionais de Rodeio de Bauru e Região (Aprobar).
Um dos pontos fortes da Associação deve ser a criação de normas e de uma comissão de ética para que se possa fiscalizar a prática dos rodeios. Essa equipe estará encarregada de fazer um acompanhamento durante a realização das festas para apurar eventuais maus tratos, tomando-se as devidas providências.
"A preocupação maior é nossa, não
é preciso vir ninguém, nenhuma pessoa que esteja eventualmente desocupada e pegue uma câmera fotográfica, uma filmadora e vá lá para mostrar isso, aquilo... A preocupação é do próprio movimento em evitar que sejam atribuÃdos alguns excessos naquilo que se chama de maus tratos", ponderou um dos membros da comissão provisória da Aprobar, Carlos Padilha.
Para o entrevistado, toda a celeuma criada em torno do rodeio diz respeito ao conceito de "maus tratos", de definição questionável, já que passa pela subjetividade. "No rodeio existe um ambiente onde os animais são abrigados até entrarem para as provas. Há quem diga que o fato de eles estarem nos currais já é mau trato. No regulamento não consta como mau trato. O mesmo ocorre com o sedém. Erroneamente, até a minha Ãdola, a cantora Rita Lee, foi infeliz quando comparou o rodeio ao Nazismo, dizendo que se amarra o saco do boi, que se coloca arame".
Padilha mostrou o xerox de uma foto que foca o saco escrotal e a capa do prepúcio de um boi claramente liberados no momento do rodeio. Questionado sobre a origem da idéia de que os
órgãos sexuais do animal seriam prejudicados durante a montaria, ele admitiu que pode ocorrer de empresas não preparadas lançarem mão dessa prática. "Como pode existir um jornalista que agindo de má fé, até por ser mal avisado, pouco esclarecido, cometa um grave deslize na sua atuação", desconversou. "Quem
é culpado? Esse jornalista que não agiu corretamente e tem de ser penalizado. O infrator tem de ser personificado, não pode ser generalizado. O que o pessoal da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) promove por aÃ
é aquele tipo de coisa, fotos de animais que não pertencem ao rodeio, animais em estado de putrefação,
é uma coisa leviana, tendenciosa, errada, até adulterada, não mostrando a realidade", opinou.
Apesar de questionar a atuação da Uipa e de simpatizantes da causa, que, segundo ele, não comparecem em outros rodeios, levantando a dúvida sobre eventuais "interesses escusos, pessoais", Padilha afirmou que a Associação estará disposta a ouvir e conversar com quem tiver interesse.
"O que está faltando é uma discussão com serenidade, com equilÃbrio para que isso seja esclarecido". Nesse ponto, agradeceu a atuação do vereador José Carlos Batata, que deve manifestar-se sobre o tema na Câmara ainda esta semana.
Quem quiser entrar em contato com a Aprobar pode ligar para o telefone 236-0809 e falar com Carlos Rino ou Clarisse.