Norusca vive verdadeiro inferno astral
Série A-II Norusca vive verdadeiro inferno astral Texto: Leonardo de Brito A crise do Noroeste passa dos limites. O clube está sem presidente, não tem sequer um diretor de futebol, e o time, um dos lanternas do Campeonato Paulista da Série A-III, é forte candidato ao rebaixamento para a A-III (Terceira Divisão) no ano 2000. Uma ordem é dada por uma facção, e desautorizada logo em seguida por outra ala do clube. O Norusca corre o risco de levar goleada histórica da Ponte Preta, domingo, em Campinas. Isso, se Baroninho tiver 11 atletas para escalar. O grupo de apoio ao clube resolveu dispensar quatro jogadores ontem pela manhã, por deficiência técnica e medida de economia: o goleiro Vágner, lateral Marquinhos, meio-campista Rodrigo e o atacante Petróleo. No entanto, José Antônio Bressan, que não
é dirigente e nem está na folha de pagamento do clube como funcionário, não concordou, assumindo toda a responsabilidade, depois de conversar pelo telefone com Archivaldo Reche. O grupo de dirigentes pode não continuar mais ajudando o clube. Mas se Reche renunciou ao cargo de presidente, evidentemente não manda mais no clube. Ou manda? Ninguém entende o que se passa no Noroeste, um autêntico barco à deriva, que além do presidente, não tem um sequer um diretor no Departamento de Futebol. Os entendidos em estatutos do clube dizem que Reche continua no comando porque sua saída oficial e definitiva só será sacramentada, 15 dias após o pedido de renúncia, prazo esse que o Conselho Deliberativo decidirá se aceita ou não o pedido de demissão. Enquanto isso, o time, lanterna do grupo 1, já está no "Torneio da Morte", e pelo futebol que vem apresentando, o destino certo será a Série A-III no próximo, ano. A não ser que contrate muitos bons jogadores e fique pelo menos em segundo lugar no quadrangular. Acontece que o Noroeste não tem dinheiro para contratar e nem pode dispensar, porque terá de indenizar. Os quatro jogadores - Vágner, Marquinhos, Rodrigo e Petróleo - que não participaram do ensaio pela manhã, quando o grupo se apresentou após a folga de segunda-feira, treinaram normalmente à tarde.
"Quem manda é Archivaldo Reche. Esse cidadão
(Celso Zinsly) que havia autorizado as dispensas, não manda nada. Se continuarmos dispensando, não teremos jogadores para colocar em campo. O time correria o risco de levar tremenda goleada da Ponte Preta ou mesmo dar um WO. E tem mais: o Noroeste não dispõe no momento, de um centavo, quanto mais de 30 mil reais para pagar o que os quatro teriam de receber", disse Bressan, que até pouco tempo era o coordenador do Departamento de Futebol. Mas com a desorganização que se instalou, não se sabe qual função exerce agora. Baroninho dirige hoje o primeiro coletivo da semana.