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Redação
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Projeto quer eliminar trotes nas faculdades

Projeto quer eliminar trotes nas faculdades

Projeto de autoria do vereador Erlon Junqueira (PDT) pretende proibir os trotes violentos, comuns entre universitários quando são recepcionados os novos graduandos, todos os anos. A Universidade do Sagrado Coração (USC) já encampou a idéia, proibindo, através de portaria a prática de qualquer tipo de trote. Vereador quer estender obrigatoriedade a todas as universidades instaladas em Bauru.

O vereador Erlon Vinícius Torquato Junqueira (PDT) estabelece, em sua proposta que já está tramitando na Câmara, que sejam "proibidos os trotes violentos ou que causem situação vexatória aos calouros que ingressarem nas instituições de ensino superior em Bauru". O parlamentar abre exceção para os trotes de caráter social beneficente, entretanto, estabelecendo que "é vedada a sua aplicação nos cruzamentos de vias onde existam semáforos".

Em caso de descumprimento ao dispositivo previsto no projeto, o vereador coloca para aprovação da Câmara que "será cobrada ao Diretório Acadêmico e a Instituição Escolar à que estiverem inscritos os infratores, uma multa de 1000 UFIRs, à qual será revertida aos cofres municipais, dobrando-se o valor em caso de reincidência". Erlon Junqueira defende que a cidade de Bauru, com milhares de estudantes em nível superior, deve "abolir práticas nem saudáveis e civilizadas de convívio e feitas entre os representantes das novas gerações".

Para o vereador a ocorrência de situações graves, como recente morte de um estudante da USP, na capital, demonstram a "existência de casos extremos e absurdamente irracionais". Para o vereador, a universidade é um local para a humanização e amadurecimento profissional do jovem e não pode "passar a impressão para aquele que chega de hostilidade, agressividade, aborrecimentos e chacotas chegando as raias do absurdo".

Na USC a prática do trote foi abolida em todas as suas versões. O coordenador do Primeiro Ciclo, professor Rafael Mazzoni, responsável pelos alunos que ingressam na universidade, comenta que no início desta década o campus adotou o "trote com cidadania", abrindo espaço para que o universitário exercesse a cidadania contra a violência.

Rafael Mazzoni pondera que os alunos foram orientados e houve sensibilização para o trote civilizado, com brincadeiras sadias, palestras, shows e, posteriormente, campanhas educativas ou beneficentes. A partir de 98, a reitoria da universidade decidiu abolir qualquer tipo de trote por considerar que "o universitário não praticar qualquer tipo de evento que manifeste o trote, já que a expressão e sua ação não acrescentam nada para a conscientização cidadã". O coordenador diz que os alunos aceitaram com facilidade a determinação.

(NG)

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