Cesta básica tem uma queda de 7,84%
Cesta básica tem uma queda de 7,84%
Texto: Luciano Augusto
Do último levantamento de preços da cesta básica, feito em 27 de fevereiro deste ano, até o divulgado ontem pelo Procon, órgão municipal de defesa do consumidor ligado à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), passaram-se três meses. Neste perÃodo, o custo dos 30 produtos pesquisados caiu de R$ 138,23 para R$ 127,39. Percentualmente, o recuo foi de 7,84%. A cesta básica pesquisada é suficiente para quatro pessoas.
Naquela data o PaÃs estava no auge da crise econÃmica, com o dólar comercial sendo negociado na compra a R$ 2,03 e na venda a R$ 2,05. Os juros anuais ultrapassavam a linha dos 40% e o nome de Arminio Fraga acabava de ser indicado para a presidência do Banco Central. Sem contar que o sentimento social era de pessimismo.
Passado o pior momento da tempestade econÃmica, alguns produtos recuaram bastante. Na pesquisa feita pelo Procon em supermercados de Bauru, alguns Ãtens pressionaram o custo da cesta básica para baixo. A cotação de preços foi feita entre os dias 24 e 27 de maio.
O pacote de 2 quilos de feijão, por exemplo, recuou 38,77%, com o preço médio caindo de R$ 11,76 para R$ 7,20 para quatro unidades. O sabão em barra (5 unidades) também sofreu uma redução no preço de 34,84%. O preço, em fevereiro, era de R$ 1,98. Neste novo levantamento do órgão de defesa do consumidor, o sabão em barra registrou um custo de R$ 1,29 (veja quadro).
Os produtos que mais subiram foram o papel higiênico (pacote com 4 unidades), com 41,48%, passando três pacotes, de R$ 2,37 para R$ 3,36, o sabonete (40 gr), que de R$ 2,60 subiu para R$ 3,80, representando alta de 46,15% para 10 unidades. A dúzia de ovos também ficou mais cara 37,5%, passando de R$ 3,12 para R$ 4,29 (três dúzias).
O advogado do Procon, Luiz Alan Barbosa Moreira, explica a queda sobre alguns aspectos.
O primeiro é o fato da moeda brasileira estar vivendo um momento mais favorável. O dólar está, de certa maneira, estabilizado, sendo comercializado, ontem, a R$ 1,70. Com a queda da moeda americana, alguns produtos baixaram seus preços em real.
Um outro ponto positivo foi o fato do setor supermercadista, nesta
última crise econÃmica que persiste com menos intensidade, ter medido forças com fornecedores no sentido de não aceitarem aumentos abusivos de preços. Além disso, a forte concorrência entre as indústrias dá mais opção ao consumidor no momento da compra e ele pode optar por produtos mais baratos. Assim, ele força a queda no preço de alguns produtos.
"Mas o grande herói é o consumidor", diz Moreira, que está mais preocupado em pesquisar o preço dos produtos antes de adquiri-los. Em todos estes anos de idas e vindas de crise, o consumidor aprendeu a não aceitar pagar um preço abusivo pelos produtos.