Agudos recicla 30 toneladas de lixo
Agudos recicla 30 toneladas de lixo
Programa "Lixo que não é Lixo" completa quatro meses e será aplicado nas escolas para conscientizar as crianças
O programa Lixo que não é Lixo, implantado pela Prefeitura de Agudos em fevereiro deste ano, já conseguiu coletar cerca de 30 toneladas de materiais inorgânicos recicláveis, uma média de 7,5 toneladas por mês. O programa, que é uma iniciativa da Coordenadoria de Ação Social do Município, está favorecendo quatro famílias carentes nesta primeira fase de implantação, cujos integrantes estavam desempregados e hoje já conseguem ter uma renda mensal de dois salários mínimos. Para apoiar as famílias integradas ao projeto, a Prefeitura doa mensalmente uma cesta básica.
Segundo o prefeito de Agudos, Afonso Condi
(PSDB), 42 anos, a lei que criou o programa é de sua autoria e data de 1989, ano em que ele era vereador. Condi explica que atualmente a coleta seletiva de lixo - realizada às terças e sextas-feiras - está cumprindo uma primeira fase de implantação, restrita aos quadriláteros formados pelas ruas Paulo Neli
à Capitão Francisco Avato e avenidas Sargento Andirás a Cleophano Pitaguary, incluindo o bairro São Faustino. Posteriormente, o serviço será estendido a outras regiões da cidade.
Depois de recolhido, o lixo inorgânico
é levado para o centro de triagem construído pela Prefeitura na Vila Santa Angelina. Chegando lá, as famílias beneficiadas pelo programa iniciam o processo de separação do material, que na seqüência será pesado e vendido. Todo o material recolhido é pesado na antiga balança da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Abastecimento Geral do Estado de São Paulo), hoje controlada pela Prefeitura. Antes de comercializar os materiais, a Coordenadoria de Ação Social faz, semanalmente, uma cotação de mercado para identificar possíveis altas e baixas nos valores do produto.
Cumprida essa etapa, as empresas que trabalham com reciclagem de lixo são convidadas a comparecer até o centro de triagem para avaliar o material e, se houver interesse, adquiri-lo. Desde que foi implantado, o programa tem comercializado os produtos para compradores de Agudos, Pederneiras, Jaú, Borebi e Bauru. O resultado em dinheiro da comercialização do lixo oscila de acordo com a coleta feita pela Prefeitura. Em abril, por exemplo, as quatro famílias conseguiram um bom resultado: dividiram R$ 1.052.
Paralelo ao programa, a administração desenvolve um trabalho de conscientização junto
à comunidade. Os comerciantes da cidade, principalmente os supermercados, colaboram com o projeto separando em tambores o lixo reciclável do orgânico. Nas próximas semanas, será a vez das crianças e adolescentes matriculadas nas escolas do Município darem sua parcela de contribuição. A Prefeitura vai distribuir cerca de cem tambores nas salas de aula para a coleta seletiva de lixo.
Cooperativa - A coordenadora de Ação Social de Agudos, assistente social Lauro Fogolin, 47 anos, explicou que está em formação uma cooperativa para fortalecer e legalizar as atividades das famílias envolvidas no programa, já que o trabalho desenvolvido por elas não mantém qualquer vínculo empregatício com a Prefeitura. A intenção é ampliar o número de famílias beneficiadas pelo projeto de acordo com o aumento escalonado da coleta seletiva realizada pela administração municipal.
O programa também está à espera de apoio do governo federal. Já está protocolado no escritório regional da CEF (Caixa Econômica Federal), em Bauru, um projeto que prevê a liberação de verba para a construção de um aterro sanitário. Vinculado a esse projeto, o programa Lixo que não é Lixo poderá ser ampliado com o apoio da CEF. O processo ainda está em fase de análise.
Agudos abre frente de trabalho de emergência
Câmara Municipal aprova por unanimidade projeto de lei do Executivo que prevê contratação de até cem trabalhadores
A Câmara Municipal de Agudos aprovou por unanimidade, em sessão extraordinária realizada hoje (6ª feira, 28), projeto de lei de autoria do prefeito Afonso Condi (PSDB), 42 anos, que autoriza a administração municipal a contratar até cem trabalhadores braçais para formar uma frente de trabalho de emergência na cidade. Segundo Condi, o objetivo das contratações é minimizar o nível de desemprego no Município, cuja mão-de-obra é formada por milhares de trabalhadores rurais, hoje as principais vítimas da crise econômica.
Com a incrementação da mecanização da colheita da cana-de-açúcar, agravada pela sazonalidade da cultura, os bóias-frias tiveram seus postos de trabalho reduzidos consideravelmente. A proposta de Condi foi baseada no projeto de lei enviado pelo prefeito de São Paulo, Celso Pitta (sem partido), à Câmara Municipal da Capital, criando a frente de trabalho de emergência. O projeto já foi aprovado e agora a Prefeitura paulistana organiza as contratações.
A prefeito de Agudos explica que há duas semanas se reuniu com integrante da Secretaria de Governo do Município de São Paulo para recolher subsídios da proposta. Ele conseguiu uma cópia do decreto regulamentar da frente, que foi enviada à assessoria jurídica da Prefeitura de Agudos. O contrato que será firmado com os trabalhadores é temporário: terá duração de seis semanas. A jornada diária de trabalho será de cinco horas e mais uma hora para atividades em cursos de aprendizado.
Os trabalhadores vão executar serviços gerais, com limpeza de ruas, manutenção de praças e capinação de terrenos, entre outros. Cada trabalhador receberá um salário mínimo e mais uma cesta básica por mês. Para se inscrever no programa, a idade mínima exigida é de 16 anos. As inscrições já podem ser feitas no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), localizado na galeria municipal, ao lado do Fundo Social (rua 13 de Maio, 252).
O horário de atendimento é das 7 às 17 horas. Deficientes físicos e mulheres também poderão se inscrever. Segundo Condi, os recursos destinados ao custeio da frente de trabalho de emergência mais uma vez será bancado pela venda das ações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).