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Josefa Cunha
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PDT reforçará base com ex-peemedebistas

PDT reforçará base com ex-peemedebistas

Texto: Josefa Cunha

O PDT não está medindo esforços para fortalecer sua base em Bauru para o processo eleitoral do ano que vem. Com um deputado detentor de grandes chances na disputa a prefeito, uma bancada de quatro vereadores na Câmara e um respeitado articulador político na retaguarda, o partido começa a investir nas filiações, não fazendo distinção entre os potenciais interessados. No próximo sábado, por exemplo, a legenda estará filiando o ex-colaborador izzista Cláudio Petroni e a presidente do Conselho da Condição Feminina, Rosa Morcelli, ambos ex-militantes do PMDB. Outros ex-peemedebistas e até atuais tucanos já estão sendo sondados pelo partido.

O fato de estar costurando uma verdadeira "colcha de retalhos" parece não preocupar o PDT, que não esconde seu ousado projeto para 2000: eleger o sucessor do prefeito Nilson Costa (PL) e compor a maior bancada de vereadores já vista em Bauru. Para ver concretizado o pouco modesto plano político, o partido entende que o caminho é agregar lideranças

- especialmente aquelas com potencial eleitoral já comprovado nas urnas.

O presidente municipal do PDT, Marcelo Borges, não quis adiantar todos os nomes que poderão ingressar no partido, mas a maioria, segundo ele, é de ex-candidatos a vereador bem votados nas eleições de 1996. Por bem votados, entenda-se aqueles que obtiveram uma faixa de 1.000 votos ou os que já cumpriram mandato na Câmara, a exemplo de Petroni e Faria Neto, este já em plena militância no PDT.

Após o acolhimento formal dos novos membros, a direção municipal pedetista abrirá discussão sobre as estratégias do partido no próximo ano. Obviamente, nada será definido quanto ao candidato majoritário, mas a proposta

é dar início à elaboração dos planos de governo. "Já está na hora de pensarmos e prepararmos qual será a proposta do PDT para o município, a qual terá de ser abraçada por todos os nossos candidatos", enfatizou Borges.

O partido pretende traçar planos específicos para as futuras atuações no Legislativo, mas não pretende impor regras a seus candidatos a vereador. Ao contrário do que deliberou o PSDB no último final de semana - haverá requisitos para a postulação das vagas -, o PDT não fixará quaisquer condições aos seus pré-candidatos. "Todos os que estão no partido poderão pleitear as vagas disponíveis. A direção entende que, uma vez filiados, todos têm condições iguais. É claro que a capacidade eleitoral será considerada, mas a decisão virá do partido como um todo. Restringir a participação como propõe o PSDB é o mesmo que convidar uma pessoa para uma festa e proibi-la de tomar cerveja ou comer salgadinho", comparou.

Tratamento do esgoto

Além dos acertos políticos preliminares, o PDT aproveitará a reunião de sábado para discutir sua participação no processo de privatização do tratamento de esgoto de Bauru. A direção do partido acha que a administração está sendo pouco esclarecedora em relação a um assunto que interessa a todo o município. Por isso, pretende discutir ações que venham "socializar" as discussões.

Um dos principais questionamentos do PDT recai sobre a ausência, até o momento, de uma audiência pública que exponha o assunto à população. "As discussões estão sendo fechadas e o único comentário que chega até nós fala da possibilidade de uma tarifa 120% mais alta. A sociedade precisa saber quais as propostas, suas vantagens para o município e contribuintes. O assunto envolve milhões de reais e pouco se sabe sobre seu projeto", reclamou Borges. A princípio, a proposta do partido é acompanhar de perto o processo de privatização e garantir que o edital seja cumprimento longe de interesses alheios.

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