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Adriana Rota
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Parte do MST voltou a ocupar o Horto

Parte do MST voltou a ocupar o Horto

Texto: Adriana Rota

Parte dos membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

(MST) que se deslocaram da Fazenda Santo Antônio, em Brasília Paulista (distrito de Piratininga), para a Fazenda Val de Palmas, na rodovia Bauru/Marília, sábado passado, voltaram a ocupar terras do Horto Florestal de Aimorés. Junto com eles, famílias recrutadas pelo movimento em bairros carentes da cidade.

Após cumprirem a ordem de reintegração de posse da Fazenda Santo Antônio na última sexta-feira, os acampados transferiram-se por um período inferior a 24 horas para as margens da rodovia Bauru-Marília, nas proximidades do Núcleo Fortunato Rocha Lima.

Dali, por volta das 9 horas de sábado, cerca de 180 famílias seguiram para a Fazenda Val de Palmas, enquanto outras 80 instalaram-se numa área do Horto Florestal de Aimorés, na estrada que dá acesso ao Esquadrão da Vida.

De acordo com um dos membros do acampamento do Horto, Manoel André da Silva, essa foi uma tática do movimento. "Nós vamos lutar, mas de maneira política", avisou. Ele informou que essa área estaria destinada à Reforma Agrária a partir de outubro, logo após o corte do eucalipto plantado ali. Disse, ainda, que outras famílias de cidades da região devem juntar-se as que já estão no local até o fim de semana.

A área ocupada pertence à empresa de extração de eucalipto Marquesa Sociedade Anônima, cujo representante, Gilmar Pires Moraes, lavrou boletim de ocorrência. O processo para reintegração de posse deve vir em seguida.

Frio

Dentre as 80 famílias acampadas no Horto, existem muitas crianças que precisam de agasalhos, calçados e cobertores, além de alimentos, água potável e lonas para montarem os abrigos. As doações podem ser feitas no local ou no Centro de Orientação para o Trabalhador

(COT), que fica na Azarias Leite, 9-80, telefone 223-7766.

Segunda vez

O MST chegou a permanecer no Horto, numa área pertencente

à empresa Votorantim Celulose e Papel (VCP), de 20 de março a 16 de abril desse ano, tendo de mudar-se para as margens da rodovia João Ribeiro de Barros (Bauru/Jaú), próxima

à antiga fábrica da Coca-Cola. Após nova reintegração de posse, pouco mais de um mês depois, dessa vez à Centrovias, as famílias foram a Fazenda Santo Antônio, dando seqüência às demais ocupações.

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