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Luciano Augusto
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Comércio central perde 30% com as feiras de roupas

Comércio central perde 30% com as feiras de roupas

Texto: Luciano Augusto

Depois de um prejuízo de 30% no faturamento, no último final de semana, a Associação das Empresas do Calçadão

(AEC), na figura de seu presidente, Luiz Antônio Colpane, 32 anos, resolveu pedir satisfação à administração municipal sobre os critérios para liberação das feiras de roupas e malhas que vêm sendo realizadas nos clubes da cidade.

Como estas feiras fazem "um marketing violento", elas acabam atraindo os consumidores com a propaganda e influenciam diretamente no resultado das empresas locais.

Colpane afirma que os lojistas da área central tiveram um final de semana catastrófico e que as feiras sempre atrapalham bastante o comércio. "Gostaria de pedir para os responsáveis em dar a autorização para isso (que libera a realização das feiras) que tenham algum critério, porque os lojistas estocam e se abastecem pensando em resultados nas épocas do ano em que se vende mais e as pessoas vêm e levam o faturamento embora", justifica Colpane. Além do mais, ele completa dizendo que estas feiras não beneficiam a cidade porque não geram emprego e nem arrecadação para a cidade, "favorecendo somente os clubes que alugam os locais".

Ele avalia que uma perda como esta, de 30% pode até mesmo desestabilizar alguns lojistas, principalmente com a recessão por que passa o País. Outro fator levantado por ele é o pagamento dos impostos municipais. Como argumenta, os lojistas bauruenses precisam pagar, por exemplo, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), "que são valores exorbitantes", e os empresários precisam arcar com esta responsabilidade pagando em dia os impostos.

"É um desprestígio ao comércio local, num lugar que nós vivemos da atividade comercial", avalia Colpane.

Para ele, é necessário que tenha certos critérios, não para coibir ou para censurar as feiras, mas para estabelecer as bases de realização destas feiras. Colpane lança a idéia de consultar o comércio local para saber da viabilidade da realização das feiras junto ao empresários da cidade.

Diretoria de Comércio e Turismo

De acordo com diretor de Comércio e Turismo da secretaria de Desenvolvimento Econômico, Renato Senis Cardoso, 51 anos, a diretoria vem cumprindo rigorosamente o acordo firmado com os lojistas e não autorizam feiras nas primeiras quinzenas de cada mês, assim como nos meses de maio, novembro e dezembro.

Esta última feira, que está sendo realizada nesta semana, Cardoso afirma que o pedido da organização do evento era para maio e a diretoria vetou, remarcando para esta semana de junho, "imaginando que o comércio já tinha escoado todo o seu estoque".

Além disso, ele diz que a organização do evento foi autuada por ter iniciado a feira dias antes do combinado.

Sobre a lei que regulamenta as feiras, Cardoso explicou que está sendo estudada uma alteração nesta legislação, porque, como está, é falha e a autorização se dá de forma muito subjetiva. "Ela dá muita subjetividade ao diretor para autorizar ou não a realização da feira".

Por isso, já está sendo preparado uma alteração na lei, que deve ser analisado pela área jurídica da Prefeitura Municipal antes de chegar ao Prefeito Nilson Costa, mudando consideravelmente o projeto de lei que regulamenta esta atividade. A mudança segundo Cardoso, "vem exatamente para atender o comércio, deixar claro o que pode e o que não pode e as feiras também terem uma definição dos limites". As mudanças irão se refletir não só em relação à realização das feiras como também sobre os expositores.

Outro ponto destacado por Cardoso é a abertura destas feiras ao próprio comércio local, que participaria juntamente com os outros expositores de fora.

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