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Crack

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Militar apreende kit-crack

Polícia Militar apreende kit-crack

Texto: Ieda Rodrigues

Os traficantes estão inovando em Bauru. Agora, eles vendem, junto com o crack, o caximbo (marica) necessário para fumar a droga. Na madrugada de ontem, a Polícia Militar apreendeu, na Praça Dom Pedro II, quatro kits-crack. Ao todo, incluindo a droga dos kits, foram apreendidas 21 pedras de crack.

Esmael Floriano, 24 anos, pintor, morador no Núcleo Fortunato Rocha Lima, foi preso em flagrante por tráfico e encaminhado

à Cadeia Pública de Bauru. Ele foi filmado pela polícia para que o tráfico ficasse caracterizado. Na filmagem, ele aparece, de acordo com o capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1.ª Cia, vendendo a droga.

Os kits-crack, acondicionados em sacos plásticos transparentes individuais, estavam escondidos num arbusto próximo à Câmara Municipal. No bolso da camisa de Floriano, a polícia encontrou 12 pedras de crack dentro de um invólucro. As outras nove pedras a polícia encontrou na palmilha do tênis de Júlio César Valêncio Góes, 23 anos, morador no Parque Jaraguá, que também estava na praça.

Cada pedra de crack era vendida a R$ 10,00 e o kit-crack a R$ 15,00. A Polícia Militar havia apreendido, anteriormente, um kit-crack escondido na praça. Já há certo tempo, os traficantes estão adotando uma nova prática para não serem pegos em flagrante. Eles escondem a droga que estão vendendo em arbustos, pedras ou outro local e ficam por perto. Só quando o usuário chega é que o traficante pega a droga, reduzindo os riscos de ser flagrado.

O capitão Meira ressaltou que recentemente algumas pessoas foram presas vendendo crack na Praça Dom Pedro II. No entanto, em pouco tempo, outras pessoas ocuparam o lugar e passaram a fazer o tráfico. O grande desafio das polícias Civil e Militar hoje, na opinião do capitão, é prender o fornecedor da droga.

Meira explicou que é difícil combater o tráfico na Praça Dom Pedro II devido à concentração de pessoas no local. A praça é ponto de mototaxistas, tem um grande número de vendedores ambulantes e é ponto de ônibus circular. Essa concentração de pessoas dificulta a identificação de quem está vendendo drogas.

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