Família de lavador de carros acidentado precisa de ajuda
Família de lavador de carros acidentado precisa de ajuda
O lavador de carros Marcos César Fressato, 33 anos, vítima de um acidente ocorrido em 15 de dezembro do ano passado, está precisando de auxílio da comunidade. Com pouca mobilidade no corpo causada por um traumatismo, alimenta-se somente de líquidos, respira por meio de um tubo colocado na traquéia e precisa usar fraldas para adultos.
O acidente ocorreu quando Fressato, pai de um garoto de quatro anos, subiu no telhado do posto de combustível no qual trabalhava para consertar a calha, escorregando numa telha de amianto que não suportou seu peso e quebrou. O lavador de carros caiu sobre um carro que estava no lava-car e, em seguida, no chão de cimento. A queda de 10 metros e o impacto causaram traumatismo craniano e lesões nos pulmões. Socorrido em estado grave, ele passou três meses internado.
Agora, tratado em casa por sua esposa, Adriana Floriano, 20 anos, permanece deitado numa cama e pouco se movimenta. Na última semana, sofreu uma convulsão. A esposa não sabe se ele reconhece as pessoas ou não. "Quando aconteceu, ele foi desenganado pelos médicos, mas já avançou bem. A gente coloca na mão de Deus e tem fé que ele vai melhorar, aos poucos".
Como tem de passar o dia todo cuidando de Fressato, Adriana não pode trabalhar. A família está passando dificuldades, inclusive para pagar o aluguel, mantendo-se através da ajuda de conhecidos e dos R$ 310, 00 que recebe do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), cuja maior parte vai para os medicamentos.
"Dependo do povo para comer. No mercado eu não fui mais", lamenta a moça.
Ela solicita que alguma empresa ou pessoas da comunidade doem fraldas, a necessidade mais urgente. Fressato alimenta-se, também, de Sustagem, bebida à base de leite vitaminado que tem preço elevado. Gazes e luvas cirúrgicas para os curativos também serão bem recebidas.
Como depende do Sistema Único de Saúde (SUS), seu tratamento, que é complicado, necessitaria de um acompanhamento mais intensivo de um neurologista. A fisioterapia que fazia uma vez por semana no Hospital de Base foi cancelada após seu fechamento, mas uma fisioterapeuta vai até a residência para realizar o serviço, embora sem os equipamentos necessários. O serviço de fonoaudiologia deve começar na próxima semana, através do SUS.
Quem tiver interesse em contribuir de qualquer forma com a família pode entrar em contato pelo telefone 231-2809 ou na rua Nio Miyashiro, 2-12, Jardim Alvorada.