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Homicídio

Redação
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Empreiteiro pode ter matado bóia-fria

Empreiteiro é acusado de matar bóia-fria

Reinaldo foi morto após ir à casa de Aparecido em busca de informações sobre o salário que ele julgava estar incorreto

Agudos - O bóia-fria Reinaldo Aparecido da Silva, 34 anos, foi morto a tiros no último sábado, no Parque Pampulha, em Agudos, no quintal da casa do empreiteiro para o qual trabalhava: Aparecido Donizete Alves, 35 anos. O acusado de ter cometido o homicídio é o próprio empreiteiro, que até ontem à tarde continuava foragido. O motivo seria um desentendimento entre os dois sobre o pagamento de salário ao qual Reinaldo teria direito, mas não concordava com descontos efetuados pela empreiteira.

De acordo com o delegado de polícia Elias Evangelista Bueno, que esteve no local do crime, a vítima teria ido até a casa do empreiteiro na tentativa de fazer um acerto sobre salário que não estaria em dia. Após uma rápida discussão entre ambos, Aparecido teria sacado a arma, um revólver calibre 38 e efetuado os disparos. Dois deles acertaram o rosto e o tórax da vítima que morreu no mesmo local. Testemunhas disseram ter ouvido cinco disparos.

A polícia foi acionada por populares e quando chegou ao local, Aparecido já não estava mais lá. Teria fugido levando consigo a arma do crime.

O delegado apurou ainda que antes de ir à casa de Aparecido, Reinaldo teria ido à empreiteira, assim como fizeram outros trabalhadores, que também prestam serviço para Aparecido, na tentativa de receber o pagamento que estaria atrasado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Agudos, José Jacó Ferreira confirma que Reinaldo havia, de fato, assim como outros trabalhadores, estado em contato com a empreiteira antes do crime. É que esta, segundo o sindicalista, havia se comprometido em efetuar o pagamento no sábado e o fez. O problema é que alguns trabalhadores não concordaram com descontos referentes a vales retirados no decorrer do mês. Foi o caso de Reinaldo, que tem três filho e estaria passando por dificuldades financeiras, já que não havia recebido em dia o salário.

Assim que ficou sabendo do crime, a polícia iniciou as investigações na tentativa de localizar o principal acusado, mas não o havia encontrado até a tarde ontem. Tanto vítima quanto acusado são de Agudos mesmo. Reinaldo morava na rua Reno e Aparecido na rua Áustria, no Parque Pampulha. O delegado Bueno disse ontem que já pediu a prisão temporária de Aparecido e instaurou inquérito para apurar o fato.

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