Sindicato dos bancários fez manifesto em Lençóis Paulista
Sindicato dos bancários fez manifesto em Lençóis Paulista
Texto: Erika de Lima
Lençóis Paulista - Com faixas estendidas em frente ao banco Itaú de Lençóis Paulista, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região fizeram ontem de manhã um manifesto contra a demissão de bancários banco Itaú em Bauru e também pela suposta e futura privatização do banco Banespa.
Segundo o Sindicato, os funcionários demitidos estavam com Lesão por Esforços Repetitivos (L.E.R.), sendo que a legislação proíbe este tipo de medida, seja ela de qualquer empresa.
Paulo Martins, funcionário do banco Itaú de Lençóis Paulista e filiado ao Sindicato, argumentou que o manifesto ocorreu para conscientizar os bancários de que a ação de demissão pode ocorrer com mais funcionários e de outras cidades.
Este, segundo o Sindicato, foi apenas um dos manifestos que serão realizados em várias cidades da região. De acordo com o diretor de finanças do Sindicato dos Bancários, Norton Madureira, as manifestações estão acontecendo devido às demissões do Itaú e
à privatização do Banespa e serão realizadas em diversas cidades como Agudos e Pederneiras.
O Sindicato dos Bancários acredita que a nomeação da nova diretoria para o Banespa ocorreu para acelerar o processo de sua privatização e, por isso, decidiram promover o protesto da categoria.
Em relação às demissões, o sindicato está com processos na justiça para resolver a situação, mas, devido à lentidão do processo, o Sindicato pretende continuar com as manifestações.
Segundo Madureira, os bancos não ressarciram os demissionários, que estão sem receber desde o dia em que foram demitidos.
"Estamos com processos na justiça para que os funcionários tenham seu trabalho reconhecido e remunerado", relata.
De acordo com o Sindicato, o banco Itaú todo semestre faz um balancete para verificar qual agência que desempenha melhor seu trabalho. Aquela que se destaca recebe prêmios.
O Sindicato alega que este tipo de premiação leva os funcionários a trabalharem dobrado e, assim podem ficar doentes mais rapidamente, com a LER. "Há uma sobrecarga de trabalho para o bancário", explica Madureira. Ele também ressalta que com a demissão, os demais profissionais acabam se sobrecarregando com o trabalho dos que ali não estão mais.
Martins espera que através dos manifestos o banco renegocie com os funcionários demitidos, além de fechar o acordo sobre o pagamento do dissídio coletivo em setembro.
"Está em processo uma negociação com o banco, para pagar o dissídio dos funcionários em setembro, estamos aguardando pelo acordo", finaliza.