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Inadimplência

Paulo Toledo
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Calote no comércio cai 31% no semestre

Calote no comércio cai 31% no semestre

Texto: Paulo Toledo

A inadimplência no comércio de Bauru teve uma redução de 31,32%, no primeiro semestre, quando foram registrados 46.626 inadimplentes no Serviço de Proteção ao Crédito

(SPC), contra 67.890 do mesmo período do ano passado. O número de negativações nos primeiros seis meses é o menor desde 1997. Porém, isso não significa motivo de comemorações para os lojistas.

O período foi marcado por quedas em todos os meses, se comparado com o ano passado. Em junho, as 6.798 negativações foram 48,81% menores do que as 13.281 do mesmo mês do ano passado (veja quadro).

Marco Antonio Grecca, 54 anos, secretário geral do SPC, afirma que a queda se deve à maior conscientização dos lojistas na hora de vender.

Porém, uma outra queda desagradou os lojistas de Bauru. No primeiro semestre do ano passado, foram cancelados 35.965 cancelamentos de negativações, enquanto neste ano o número ficou em 29.281, numa redução de 18,58%. Para Grecca, isso é sinal de que os consumidores ainda não conseguiram recuperar seu poder de compra, fazendo com que houvesse menos acertos de situações anteriores.

O número de consultas aos terminais do SPC foram as únicas que cresceram no semestre. Os lojistas acionaram as consultas 411.616 vezes, contra 389.122, no mesmo período de 1998, num aumento de 5,78%.

O economista Reinaldo César Cafeo, 38 anos, destaca que há mais pessoas procurando parcelar produtos (termômetro da consulta) ou, por outro lado, os empresários podem estar pesquisando mais.

Para ele, o fato dos cancelamentos não terem caído demonstra que as pessoas estão com menor renda. Isso leva a crer que os empresários estão mais rigorosos na concessão de crédito, pois, se houvesse mais dinheiro disponível, haveria um maior movimento da "limpeza de nomes" no SPC.

Cafeo destaca que em maio (Dia das Mães) e junho (Dia dos Namorados) houve um incremento nas vendas. Porém, se ocorrer inadimplência deverá ser nos próximos dois meses. Para ele, nesses dois meses, as pessoas fizeram compras

à vista ou em planos de curtíssimo prazo, que carregam menos riscos de inadimplência, porém ainda não são detectáveis na inadimplência.

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