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Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 4 min

Ipem diz que desempenho de empresas é ruim

Ipem diz que desempenho de empresas é ruim

Texto: Luciano Augusto

No balanço do primeiro semestre de 99 realizado pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), órgão ligado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, o superintendente técnico do instituto, Luiz Antônio Brizzi, 39 anos, avalia como ruim o desempenho das empresas, "porque não poderia haver tantas irregularidades".

A tática do Ipem tem sido intensificar as fiscalizações e aferições, numa tentativa de forçar os reincidentes a cumprirem as metas estabelecidas pelo instituto e também a respeitarem os direitos dos consumidores.

A base do Ipem em Bauru divulgou o desempenho semestral, em três

áreas: aferições de produtos pré-medidos

(cobrindo 95 municípios), aferições de instrumentos de pesagem e medida (cobrindo 50 municípios, como balanças e bombas de combustíveis) e na capacitação de veículos transportadores de cargas perigosas.

No caso dos pré-medidos, Brizzi conta que o Ipem realizou 852 exames, nos primeiros seis meses de 99. Destes, 294 foram reprovados e autuados, representando um percentual de erro de 35%, índice considerado alto pelo instituto. "Esta faltando um controle de qualidade maior por parte das indústrias", avalia Brizzi.

Já em relação a aferição dos instrumentos de pesagem e medição, o Ipem verificou, nos seis primeiros meses deste ano, 7.400 aparelhos, entre balanças e bombas de combustíveis. Do total, foram reprovadas 640, mas apresentavam defeitos ou problemas que não afetavam diretamente o consumidor.

Apenas 37 instrumentos foram autuados, sendo 29 bombas e o restante balanças. Os erros verificados foram nas medidas "e, geralmente, prejudicavam o consumidor". O erro mais grave foi encontrado num posto de gasolina de Barra Bonita, que apresentou erro na quantidade de 3% em uma bomba, quando o máximo permitido é de 0,5%.

Na capacitação de veículos para transporte de cargas perigosas, onde o Ipem de Bauru é um dos quatro institutos que aferem estes veículos no Estado, o total verificado chegou a 220. Deste total, 164 foram autuados, principalmente por problemas de conservação dos veículos, que poderiam comprometer a segurança do transporte. O índice de autuação, neste caso, chega a 65%.

Cesta Básica

O Ipem divulgou ontem também mais um resultado de aferição em 13 produtos da cesta básica, coletados nas cidades de Araraquara, São Carlos e Botucatu. O índice de reprovação ficou em 69,2%, considerado bastante alto pelo superintendente técnico do Ipem, Luiz Antônio Brizzi.

O erro médio normalmente verificado pelo Ipem fica entre 40% e 50%, que também já é considerado alto e preocupante.

Nove produtos foram reprovados: o sal refinado Cisne, de um quilo, apresentou erro na média de menos 16,6 gramas, correspondente a menos 1,16%; a mesma marca de sal apresentou também oito erros individuais, em 32 unidades analisadas; o arroz tipo 1 Prato Fino, de 2 quilos, apresentou erro médio de menos seis gramas, representando 0,30%; o óleo de soja Sinha, de 900 ml, também teve erro na média de menos 1,1 ml, o que dá um percentual de menos 0,12%; a sardinha Gomes da Costa, de 132 gramas, acusou dois erros individuais; o macarrão parafuso Pastifici, de 500 gramas, teve um erro médio de menos 9,8 gramas, que dá um erro percentual de menos 1,96%, além de dois erros individuais em 20; o biscoito de chocolate da marca Sapeca, com 180 gramas, apresentou erro médio de menos 2,9 gramas, correspondente a menos 1,61%; já para o sabor morango do mesmo biscoito, foi registrado erro médio de menos 6,1 gramas, dando um percentual de menos 3,39%; o papel higiênico Karina, de 40m x 10 cm, apresentou três erros individuais na largura; o café da marca Taquari, com 500 gramas, teve erro médio de menos 6,1 gramas, dando erro percentual de menos 1,22%, além de apresentar outros 3 erros individuais em 20 unidades aferidas.

As marcas aprovadas foram: o biscoito de maisena Tostines, com 200 gramas; o arroz tipo 2 da marca Tio Rigo, em embalagens de cinco quilos; açúcar cristal da Barra, também com cinco quilos e o arroz tipo 2 Dona Ana, pacote com cinco quilos.

As empresas detentoras das marcas reprovadas já foram notificadas pelo Ipem e devem retirar de circulação os lotes reprovados. As multas variam de pouco menos de R$ 2.400,00, para as empresas primárias, a até cerca de R$ 4.700,00 para as reincidentes.

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