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Adriana Amorim
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Administração da Ite será recredenciada

Administração da ITE

será recredenciada

Texto: Adriana Amorim

O curso de Administração de empresas da Instituição Toledo de Ensino será novamente credenciado ao Ministério da Educação (MEC) por obter avaliação positiva no Exame Nacional de Cursos. Segundo dados da unidade de ensino, Administração está entre os 47 cursos de um total de 400 em todo o País que receberão o recredenciamento automático.

O curso recebeu nota B nos três itens do provão. Nas condições de oferta, que envolvem corpo docente, organização didático-pedagógica e instalações físicas, analisadas por uma comissão de especialistas da Secretaria de Educação Superior, Administração teve classificação "bom" para os dois primeiros itens e "muito bom" para o último.

"Tendo em vista esses dados, que colocam o curso de administração entre os melhores do País, podemos reafirmar que a avaliação feita sobre o curso de direito foi injusta", diz o diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da ITE, Pedro Grava Zanotelli. O mesmo argumento foi usado pelo diretor da secretaria de Direito da instituição, Flávio Toledo, na audiência realizada na semana passada, em Brasília, com o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza.

"Nós marcamos a nossa posição, deixamos claro que o que aconteceu não foi justo", explica. O curso de Direito da ITE está entre os 101 cursos do País que serão submetidos a uma nova avaliação para que possam continuar funcionando. No provão, o curso teve notas B e C, mas na avaliação da comissão que analisa as condições de oferta, recebeu classificação

"insuficiente".

A avaliação foi contestada pela instituição, que preferiu relatar a situação ao próprio ministro antes da segunda avaliação, prevista para o próximo mês. "Não podemos aceitar porque estamos cumprindo todas as determinações e oferecemos, como sempre, uma ótima qualidade de ensino", diz Toledo.

Comissão inadequada

Para ele, a origem da avaliação equivocada está na composição da comissão que faz a visita nas instituições. Ele acredita que os integrantes não possuem formação adequada para fazer a análise e diz que não há critérios definidos para a nomeação. "O que eu propus ao ministro foi a revisão da formação dessas comissões", explica Toledo.

As indicações feitas pela comissão são consideradas absurdas pela instituição. Uma das análises diz que o corpo docente apresenta nível de titulação abaixo do esperado. Segundo Toledo, 35% dos professores possuem mestrado ou doutorado, um índice exigido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias. "Essa porcentagem poderia ser atingida até 2004, mas nós já conseguimos", argumenta. Outros 30% dos docentes está com mestrado em andamento.

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