Fóurm de Apoio à Reforma Agrária defende os sem-terra
Fórum de Apoio à Reforma Agrária defende os sem-terra
Texto: Andréia Alevato Ascari
O Fórum Permanente de Apoio à Reforma Agrária de Bauru e Região fez uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido em Val de Palmas, segundo Duílio Duka, membro do Fórum.
O Fórum deveria ter feito uma avaliação do ocorrido na fazenda Val de Palmas.
"Por conta do horário, não foi possível fazer a avaliação. Então, fizemos uma nota de esclarecimento", disse o membro do Fórum.
Duka contou que alguns integrantes do fórum queriam fazer uma nota de repúdio, principalmente à grande imprensa, porque a fazenda nunca foi motivo de cenário nacional.
"Eu fui uma das pessoas contra à nota de repúdio, porque um pouco daquilo aconteceu. As pessoas viram fogo. Mas, como se trata essa questão? Uma coisa é você estar em casa assistindo ou lendo nos jornais e outra é você estar envolvido no movimento, enfrentando políticos e tentando negociar. Se existe de um lado o excesso e o exagero, do outro lado também existe excesso e exagero, no sentido da morosidade de se resolver problemas, que é o que o Estado faz", completou.
Sobre o ato dos sem-terra, Duka admitiu que eles erraram, mas afirmou que não vai condenar os sem-terra.
"Se você vai fazer uma avaliação tática, estratégica da ação dos companheiros do MST, eu acho que foi errado. Mas, eu não vou condená-los. Eu vou criticá-los, exigir que façam auto-crítica e propor que da próxima vez não façam isso. Mas, também, eles saíram de um lugar sob promessas, que não foram cumpridas", afirmou.
A nota de esclarecimento diz que "boa parte da imprensa, que não perde a oportunidade de destruir a imagem dos sem-terra, foi parcial e terrível em sua cobertura sobre a desocupação da fazenda Val de Palmas" (...), "A sede da fazenda e os objetos que estavam lá , já que todos os objetos
(considerados patrimônios históricos) estão em péssimo estado de conservação. Vários membros do Fórum Permamnente de Apoio à Reforma Agrária estiveram em Val de Palmas no dia da desocupação e puderam constatar o verdadeiro abandono do tal patrimônio histórico" (...), "O MST reconhece que teria abatido 4 ou 5 bois, para matar a fome dos acampados".
O Fórum Permanemte de Apoio à Reforma Agrária de Bauru e Região é formado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Bauru, pelo Sindicato dos Ferroviários, Apeoesp de Bauru, Botucatu e Marília, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Bauru, Comunidades Eclesiáticas de Base (Cebes) de Botucatu, Sindicato dos Metalúrgicos e Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).