Plantão da Caixa liquida 187 contratos em três dias
Plantão da Caixa liquida 187 contratos em três dias
Texto: Luciano Augusto
A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou ontem o balanço do plantão de atendimento aos mutuários interessados em liquidar contratos habitacionais com desconto. Nos três dias de plantão (21, 22 e 23 deste mês) foram efetivamente fechados e regularizados 187 contratos de Bauru e região, que representam 25% de todo o processo de liquidação durante todo o ano.
"Nós consideramos um resultado excelente", afirmou o superintendente de negócios da CEF, Júlio César de Toledo, 41 anos. Ao todo, no esquema de plantão montado pela Caixa foram atendidos 1.016 mutuários, que procuraram informações mais detalhadas sobre os descontos concedidos, que poderiam chegar até 90%.
Os plantões foram realizados nas agências da Caixa de Bauru, Lençóis Paulista, Jaú, Marília, Lins, Botucatu e Avaré.
Toledo destacou que isso significa que mais gente vai finalizar seus contratos daqui para frente. De acordo com ele, "as pessoas devem estar se preparando para tomar uma decisão e a Caixa poderá fechar o negócio".
A Caixa Econômica Federal lembra ainda que a Campanha de Reciclagem de Ativos segue em vigor até 31 de dezembro deste ano. Caso a demanda em determinadas agências vier a comprometer o atendimento normal dos clientes, a Caixa avisa que poderão ser realizados novos plantões como este.
As críticas feitas pela advogada da Associação dos Mutuários e Moradores de Bauru e região (Ambre) também foram comentadas pelo superintendente de negócios.
A advogada da Ambre, Maria Izabel Ghirardelli, 38 anos, disse na ocasião do plantão que a renegociação de contratos proposta pela CEF poderia prejudicar os mutuários, principalmente por causa da troca dos índices de correção nos contratos firmados após 1988.
A Caixa está oferecendo a correção pelo Plano de Comprometimento de Renda (PCR) em substituição ao Plano de Equivalência Salarial (PES). Com isso, disse a advogada, a prestação subiria acima dos ganhos salariais dos mutuários.
Júlio César Toledo afirmou que cabe ao mutuário analisar e verificar se, em termos de prestação e renegociação contratual, "aquilo caberia no orçamento dele".
Continuou dizendo que "pode ter um ou outro caso, e tem, em que não é interessante para o mutuário, mas, na maioria dos outros casos é interessante para o mutuário, pois ele pode sair com o ofício de liberação de hipoteca e outros, ainda, ficam mais perto de quitar sua dívida".