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Tuberculose

Redação
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Bauru também vive o avanço da tuberculose

Bauru também vive o avanço da tuberculose

A exemplo do que acontece em todo o País, Bauru também vive a expansão da tuberculose. Apesar de o programa municipal de controle da doença já existir há anos, as notificações junto à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) têm crescido recentemente.

Em 1997, foram registrados 130 casos novos, em tratamento ambulatorial na unidade especializada da pasta, a Seção de Moléstias Infecciosas. No ano passado, o total aumentou para 139. Segundo a coordenadora do programa municipal, Rosilene Maria dos Santos Reigota, são 97 pacientes residente em Bauru, 20 de fora da cidade e 22 vindos de penitenciárias.

Os registros de casos de tuberculose hospitalar, ou seja, descoberta durante internação do paciente em fase aguda da doença, têm apresentado uma certa redução. Foram 76 notificações em 1997 e 50 no ano passado. Em 1998, havia 28 pacientes hospitalares residentes em Bauru, 17 de fora da cidade e 5 em penitenciárias.

Para Rosilene Reigota, a evolução dos números, com aumento das notificações ambulatoriais, pode ser atribuída ao diagnóstico mais precoce da doença, antes que o quadro se torne agudo. Além disso, a Secretaria de Saúde treinou os médicos de todos os núcleos de saúde no ano passado visando sensibilizá-los quanto a um diagnóstico rápido e eficaz da tuberculose.

Segundo a coordenadora do programa municipal de controle da tuberculose, a confirmação da infestação é importante porque em seu estágio inicial, a doença apresenta sintomas parecidos com gripe, bronquite ou outras moléstias respiratórias: tosse seca ou com expectoração por mais de quatro semanas, febre baixa no final da tarde, emagrecimento e dor no peito. O diagnóstico em casos suspeitos (os chamados

"sintomáticos respiratórios") é feito a partir da análise em amostra de catarro do paciente. O tratamento da tuberculose se estende por seis meses.

Ao longo desse tempo, o paciente passa por avaliações médicas mensais na Seção de Moléstias Infecciosas, onde recebe gratuitamente os antibióticos para as semanas seguintes. Rosilene Reigota afirma, porém, que o grande problema é exatamente a continuidade do tratamento.

Muitas pessoas o abandonam após o primeiro mês, quando os sinais desaparecem. Segundo a coordenadora, o risco está aí, "porque a pessoa continua sendo transmissora da doença e, ao mesmo tempo, as bactérias causadoras adquirem resistência contra os medicamentos tradicionais, de modo a tornar o tratamento muito mais difícil".

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