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Adriana Rota
| Tempo de leitura: 3 min

Sindibru questiona DER sobre ambulância, guincho e velocidade

Sindbru questiona DER sobre ambulância, guincho e velocidade

Texto: Adriana Rota

O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas de Bauru (Sindbru), Aparecido Fraile, 49 anos, entregou uma carta na regional 3 de Bauru do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) no último dia 19 de julho, endereçada ao seu diretor superintendente, o engenheiro Raul Andrade Cardoso, questionando sobre a necessidade de colocar na rodovia Rondon, bem como no trecho da Castelo Branco que ainda não está privatizado, as benfeitorias que teriam sido convencionadas com o Governo quando da construção do pedágio.

Essas benfeitorias são a disponibilização de ambulâncias e o serviço de guincho que, no entendimento do Sindbru, estariam inclusos no acordo, que previa a criação de um fundo com parte do montante arrecadado no pedágio da Rondon, cujas obras já foram concluídas há quase um ano. Atualmente, segundo ele, o único socorro possível é aquele feito pelas prefeituras das cidades próximas ao acidente, que muitas vezes não dispõem de ambulâncias

Fraile salienta que essa providência não vai beneficiar somente a categoria, mas a população de modo geral, que paga pelo serviço um preço que o Sindbru considera abusivo. "Paga-se na Rondon o mesmo preço dos pedágios de rodovias que oferecem essas benfeitorias. Se a demora continuar, podemos cobrar isso de maneira mais agressiva, judicialmente", avisou.

Outro ponto da carta que pede esclarecimento é a velocidade máxima que pode ser atingida na Marechal Rondon, que é de 110 quilômetros por hora, enquanto na Castelo Branco

é de 120 no trecho que possui duas pistas. "Você vem de São Paulo pela Castelo a 120 e quando entra na Castelinho e, conseqüentemente, na Rondon, tem de reduzir, o que pode tornar-se uma armadilha. A rodovia está sinalizada (não

é isso que a gente questiona), mas você anda 250 quilômetros numa mesma velocidade e acaba sendo 'traído' pelo subconsciente. A Castelinho e a Rondon possuem as mesmas características da Castelo, então, deve ter alguma coisa errada. O que nós pedimos é uma justificativa técnica para o fato".

O pedágio de Areiópolis é mais um descontentamento. De acordo com Fraile, as reclamações já existiam quando funcionavam três boxes, principalmente em horários de pico e nos feriados. Agora, com a implantação de um box para o Passe Fácil (pedágio eletrônico), a morosidade está ainda mais acentuada. "Falta uma certa divulgação, é preciso ser mais agressivo nesse sentido, porque as pessoas ainda não assimilaram. Quem sabe, tentar uma parceria? Isso porque quem compra o Passe não é o caminhoneiro, mas o grande frotista, o proprietário de empresa. Eu gostaria até que o DER se manifestasse sobre quantos já foram vendidos para justificar sua manutenção naquele local".

Questionado sobre as modificações impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro, o presidente do Sindbru questionou apenas a falta de sinalização nos locais em que há radares fotográficos ou sua colocação

"em cima" deles. Segundo Fraile, esses radares têm funcionado como armadilhas, não como alertas sobre a velocidade máxima permitida, "como deveria ser" na sua opinião.

O presidente do sindicato deixou claro que não é contra o pagamento dos tributos, a coibição de abusos no trânsito ou a evolução através do Passe Fácil, mas acredita que cada órgão deve agir, com bom senso, de acordo com o que determinam as normas e os acordos firmados, com a mesma agilidade que a iniciativa privada tem com relação a seus clientes. À sociedade e, principalmente, aos setores organizados como sindicatos e clubes de serviço, cabe também questionar e cobrar, acredita. O diretor superintendente da regional 3 de Bauru do DER, o engenheiro Raul Andrade Cardoso, foi procurado pelo JC, mas não retornou a ligação para comentar as reclamações.

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