Sem candidato, PDT flerta com Sbeghen
Sem candidato, PDT flerta com Sbeghen
O PDT de Bauru, apesar de seu crescimento logo após a eleição do deputado estadual Pedro Tobias, enfrenta um dilema quanto a seu futuro: quem lançar como candidato a prefeito em 2000? Os nomes naturais do partido não têm essa disponibilidade. Moussa Tobias, o "engenheiro" da eleição de Pedro e da formação do atual PDT, alega compromissos profissionais. Já para Pedro, não é bom deixar o mandato pela metade para se candidatar e sofrer os desgastes e custos da mais difícil das campanhas políticas, a de prefeito. Diante disso, muitos nomes tem sido especulados. O último a ser sondado e até convidado pelo PDT nos últimos dias foi o ex-deputado Osvaldo Sbeghen.
Sbeghen teria descartado, de início, a filiação e a candidatura, mas em política nada é definitivo, ainda mais quando faltam dois meses para o encerramento do prazo de filiações visando a eleição do ano que vem. Atualmente, Osvaldo Sbeghen é filiado ao PTB. Apesar de derrotado em eleições recentes, mantém um eleitorado fiel, calculado em cerca de 15 mil votos, mas com potencial de crescimento, dependendo das circunstâncias eleitorais e estruturais da campanha.
O grande problema do ex-deputado é o financeiro, isto é, dinheiro para uma campanha que se avizinha como cara e inflacionada. Calcula-se que um candidato a prefeito, para ter chances de vitória, terá que dispor, para começar e embalar a campanha, de pelo menos R$ 1 milhão.
Esse é problema comum a todos os candidatos já lançados ou dispostos a enfrentar a maratona eleitoral, casos de Tuga Angerami
(PSDB), do próprio Pedro Tobias (recém-saído de uma campanha dispendiosa), do grupo do outro deputado, Carlos Braga (PPB, também saído de uma campanha pesada).
"Candidatos a candidato"
Além de Sbeghen, o PDT, segundo informações quentes dos bastidores, já pensou em várias outras opções, sendo a mais sólida e que tem resistido aos vetos e descartes, a do vereador Toninho Garmes. Apesar de bem conceituado na cidade, o vereador não atinge camadas mais populares. Este seria o desafio do PDT com Garmes, fazê-lo cair nas graças dos eleitores (maioria) mais pobres. Garmes terá, caso emplaque como candidato do PDT, que comer muito bolo de fubá e experimentar inúmeras "cachaças da boa" em bares e botecos da cidade.
Garmes não está em campanha aberta, mas não nega seu desejo de contribuir um pouco mais com a vida pública da cidade. Por isso, é considerado, no atual momento, uma
"reserva estratégica" do PDT. Ele é filiado ao PSDB, mas não comunga de boa parte dos processos tucanos.
Outrs hipótese especulada é uma aliança entre PDT e PSDB, que esbarra em dois obstáculos: a candidatura já lançada de Tuga e sua decisão de só abrir mão caso o candidato seja Moussa e a pressão interna no PDT (por parte dos candidatos a vereador) para que o partido tenha um cabeça-de-chapa (candidato a prefeito).
Porém, ainda há muito tempo para os entendimentos
- pelo menos o restante deste ano - e muita coisa pode acontecer no cenário, que em política muda ao surgimento de cada novo potencial candidato ou a cada nova conversa ao pé d'ouvido.