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Atendimento médico

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Sinserm "arma" acampamento e exige melhor assitência médica

Sinserm "arma" acampamento e exige melhor assistência médica

Texto: Josefa Cunha

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) está desde a manhã de ontem com um verdadeiro acampamento montado na porta do Serviço de Previdência dos Municipiários

(Seprem). O ato é a cartada definitiva da entidade para cobrar melhorias na assistência médica oferecida

(?) ao funcionalismo e promete continuar até que haja uma resposta concreta do prefeito Nilson Costa (PPS).

A assistência médica dos servidores municipais vem deficiente há mais de um ano. O serviço de pronto-atendimento foi totalmente suspenso, os pacientes estão obrigados a passar por triagem e as cirurgias só estão sendo liberadas em casos de risco de vida. Apesar dos cortes, o funcionalismo continua contribuindo mensalmente com 8% do salário para ter direito à assistência. Na verdade, são os recolhimentos dos servidores que vêm mantendo as atividades do Seprem, uma vez que o empregador (Prefeitura) não repassa há anos as cotas que lhe são obrigatórias.

Os protestos do Sinserm também não são de hoje, mas, agora, as diretoras da entidade prometem resistir até obter uma definição. A Prefeitura deve mais de R$ 20 milhões ao Seprem, que deve cerca de R$ 2 milhões

à Unimed, que, por sua vez, não libera os atendimentos em virtude das pendências financeiras.

O prefeito Nilson Costa (PPS) já informou que não tomará qualquer posição até ver concluídos os estudos sobre o novo sistema previdenciário e de saúde que passará a vigorar no município. Em sua opinião, não adianta mudar nada agora, vez que uma lei federal obriga os municípios a separarem - até o final deste ano

- as contabilidades dos órgãos que prestam assistência médica e previdenciária aos servidores.

O Sinserm, entretanto, condena a postura de Nilson, ressaltando

"que um mês pode ser pouco para o prefeito, mas significa muito para quem precisa de atendimento". A entidade, que já está preparando eleições para a escolha dos membros do Conselho Deliberativo do Seprem, exige do prefeito a indicação de seus representantes no conselho e outras providências no sentido de restabelecer integralmente os serviços médicos.

O Sinserm promete ficar acampado em frente ao Seprem até que as exigências sejam cumpridas. "Vamos ficar aqui, dormir aqui e fazer protesto (um caminhão de som está no local) enquanto durar essa situação. Estão fazendo os servidores de palhaço numa questão que nem em sonho pode ser levada na brincadeira. Eles que tomem uma providência, paguem as dívidas e devolvam a dignidade ao funcionalismo, que continua pagando para sofrer toda essa humilhação", desabafou Eliane Koti, diretora do sindicato.

Durante o protesto, a sede do Sinserm estará com as portas fechadas. Todas as atividades, como consultoria jurídica e assessoramento, estão sendo realizadas no próprio

"acampamento", onde permanecerão de plantão os funcionários e diretoras da entidade. Amanhã, a partir das 17h30, haverá um ato público de repúdio para qual está sendo convocada a participação de toda a categoria. O Seprem fica na rua Joaquim da Silva Martha, n.º 14-45.

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