Geral

SUS

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Exames pelo SUS não ultrapassam cotas

Exames pelo SUS não ultrapassam cotas

Quem é usuário da rede pública de saúde e precisa fazer exames em determinadas especialidades médicas precisa aguardar até dois meses para poder realizar o procedimento médico em Bauru. A Divisão Regional de Saúde

(DIR-10) e a Associação Hospitalar de Bauru (AHB), responsáveis, respectivamente, pela autorização e realização dos exames via Sistema Único de Saúde (SUS), apresentam argumentos diferentes para a demora.

O fato é que os procedimentos são realizados dentro da cota estabelecida pela Secretaria Estadual de Saúde. Os exames que ultrapassam a quantidade estabelecida correm o risco de não ser pagos pelo SUS caso o teto financeiro não seja o suficiente. Por isso, os órgãos trabalham com o número determinado em grande parte dos procedimentos. Enquanto em alguns casos a cota é seguida, em outros é ultrapassada, o que contrabalanceia o total de despesas do prestador de serviços e, às vezes, um déficit.

A auxiliar de limpeza Maria Eurides dos Santos, 54 anos, sentiu o problema na pele. Na semana passada, ela foi instruída a procurar pelo exame de mamografia em Lençóis Paulista por não encontrar disponibilidade na cidade. Ela conta que passou por consulta na unidade de saúde do Núcleo Geisel, onde o médico solicitou o exame. "Fui no laboratório de especialidades e lá me informaram que terei que ir para Lençóis, mas eu não tenho dinheiro para ficar viajando", afirma.

A DIR-10 argumenta que não existe problemas com a cota financeira e nem com o teto número de exames disponíveis para cada mês. No entanto, as mamografias, por exemplo, só podem ser marcadas para outubro. A situação

é semelhante no caso das tomografias e ultra-sonografia. No início desta semana, o JC esteve no ambulatório de especialidades da DIR, que autoriza e marca a data para a realização dos exames, e constatou a situação.

O diretor Flávio Badin Marques argumenta que os repasses financeiros e do número de exames seguem determinações da Secretaria Estadual da Saúde e que a AHB não estaria utilizando todo o recurso disponível. "Se os exames não estão sendo feitos, não é por falta de dinheiro nem de cotas de exames", afirma.

Ele cita o caso dos radiodiagnósticos (grupo de procedimentos no qual se enquadram o raio x e a mamografia) usando a média obtida nos meses de março a junho: o teto financeiro disponível era de R$ 72.890,36 e a AHB utilizou R$ 55.403,48.

A Associação preferiu não rebater a afirmação da DIR. A direção apenas explicou que realiza todos os exames especializados autorizados pela DIR. Isso significa que recebe pacientes enquanto eles são encaminhados pela Divisão Regional, uma vez que não cria demanda de pacientes, apenas a recebe.(AA)

Comentários

Comentários