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Lesão

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Alunas são atingidas por produto químico na Unip

Alunas são atingidas por produto químico na Unip

Texto: Adriana Amorim

Duas estudantes da Universidade Paulista (Unip) foram atingidas por um frasco contendo produtos químicos quando estavam no pátio da unidade, na noite de anteontem. O objeto teria sido lançado do pavimento onde ficam localizadas salas de aula e provocaram ferimentos. O caso será investigado através de inquérito policial.

Em boletim de ocorrência registrado no 4º Distrito Policial, a estudante de administração Aline Macedo de Souza, 19 anos, diz que estava na cantina da Universidade quando um frasco contendo um produto químico foi lançado em sua direção, atingindo o seu olho. O caso foi enquadrado como lesão dolosa e periclitação

(colocar em risco a vida de uma pessoa).

A estudante explicou que o frasco atingiu também uma outra estudante que estava em uma mesa ao lado da sua e teria provocado queimaduras. Ela diz que ficou um pouco atordoada com o cheiro do líquido, uma substância branca e pastosa. Aline explica que foi até o banheiro para lavar o rosto e posteriormente conduzida ao Pronto-Socorro e a uma clínica oftalmológica.

"O médico constatou uma lesão nos meus olhos, uma coisa que não é grave, mas pode ter consequências no futuro", argumentou.

Aline define o fato como uma brincadeira de mau gosto e acredita que esse tipo de atitude não poderia ocorrer em uma universidade.

"Além de buscar uma boa educação, a gente procura uma escola particular para ter conforto e segurança", desafaba. "Acho que a universidade precisa rever um pouco a sua clientela".

Para o diretor da unidade da Unip em Bauru, Geraldo Magela, o fato "aparentemente não teve teor de provocar danos físicos". Ele também classifica o acontecido como uma brincadeira de mau gosto e diz que as investigações ficarão a cargo apenas da polícia.

Caso seja comprovado o envolvimento de alunos, ele diz que a Unip vai aplicar as punições previstas no regulamento da unidade que podem chegar à expulsão. "Mas eu acho muito precipitado falar em aluno e punição por uma coisa que também não foi tão grave a ponto de gerar uma posição alarmista".

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