DSC orienta veterinários sobre a leishmaniose
DSC orienta veterinários sobre a leishmaniose
As 26 clínicas veterinárias da cidade estarão recebendo, nesta sexta-feira, dia três, exemplares de um manual preparado pelo Departamento de Saúde Coletiva, DSC,
órgão da Secretaria Municipal de Saúde, contendo orientações sobre a leishmaniose em cães. O impresso traz informações sobre os sintomas da doença, seu diagnóstico, providências a serem tomadas em caso de confirmação do caso, ciclo de vida do mosquito transmissor, o "flebotomíneo", e prevenção, sempre com base em dados do Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado.
Junto com o material, os profissionais vão receber um ofício do órgão, no qual eles são convidados a fazer por si próprios a coleta de exame dos animais suspeitos de contaminação. Para isso, o Centro de Controle de Zoonoses, órgão ligado ao DSC, poderá fornecer kits especiais. Aí então, a amostra de sangue deve ser enviada ao Instituto Adolpho Lutz, para análise; ao mesmo tempo, a notificação precisa ser encaminhada ao Departamento de Saúde Coletiva. Se o veterinário preferir não fazer a coleta de sangue, isso poderá ser providenciado pelo CCZ.
A diretora do DSC, Maria Helena Abreu, explica que a medida é mais uma ação que está sendo adotada na tentativa de conter o avanço da leishmaniose em Bauru. Na cidade, já foram confirmados cinco casos em cães. Um animal foi sacrificado pelo veterinário, outro foi sacrificado sob autorização do dono, e os outros três estão aguardando os resultados dos exames confirmatórios. Dos primeiros casos confirmados no Estado até agora, já foram realizados 24 exames. Desse total, 14 resultados já chegaram, e os outros dez ainda estão sendo aguardados.
Na vacinação
Em outra iniciativa para ampliar as ações de controle da doença na cidade, o Departamento de Saúde Coletiva está programando coletar aleatoriamente amostras de sangue em dois animais por posto, durante a vacinação anti-rábica canina, programada para os dias 19 e 26. Com isso, será feito um rastreamento da incidência provável da doença na cidade, para que a partir daí, possam ser discutidas as providências.
Além disso, em todos os casos suspeitos da doença, foi feita a chamada "busca ativa", ou seja, a verificação se outros animais ou pessoas apresentam os sintomas da doença, numa área de nove quadras em torno do eventual foco. Se forem observados os sintomas, o animal ou a pessoa será encaminhado para atendimento. As pessoas que têm contato direto com o animal suspeito, enquanto isso, estão tendo consultas agendadas com o infectologista da Secretaria Municipal de Saúde. Independente da consulta, estão se submetendo a exames de sangue, para confirmação ou não da suspeita.