Comissão constata ausência de violência em escola
Comissão ausência de violência em escola
A comissão instalada na escola estadual José Aparecido Guedes de Azevedo para apurar a denúncia feita por um aluno de que ele haveria sido violentado no banheiro da unidade concluiu o parecer depois de ouvir todos os estudantes envolvidos.
O estudante F.P.S., 12 anos, havia dito à família que alunos da mesma escola teriam praticado abuso sexual contra ele no banheiro do colégio. A comissão formada por diretores, coordenador pedagógico e uma professora da escola apuraram, no entanto, que a versão apresentada pelo estudante não era verídica.
A comissão constatou que F.P.S. deu dois depoimentos diferentes. No dia da ocorrência, uma quinta-feira, ele e os outros estudantes que estavam no banheiro afirmaram que eles teriam ido ao local para se masturbar ou ensinar a prática a um deles. Na segunda-feira posterior, quando a escola chamou todos os envolvidos para prestar novos esclarecimentos, F.P.S. apresentou outra versão, a da violência.
"A impressão que nos fica é de que o aluno F. fantasiou o ocorrido", afirma o parecer da comissão.
"O fato é que esses alunos se dirigiram ao banheiro para se masturbar e/ou ensinar alguém a se masturbar". A comissão argumenta que não houve violência porque a mãe de F. declarou que não havia sinais de violência no filho.
O parecer foi encaminhado ao Conselho de Escola, que decidiu aplicar aos alunos envolvidos apenas penas educativas. Em vez de suspensão, eles serão orientados pelas estagiárias de Psicologia Escolar que prestam serviços na escola. "Isso para que se cumpra o papel educativo da escola, que não é de punir por punir, mas educar para a vida". (AA)