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Adriana Amorim
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Professor quer reduzir inscrição no vestibular

Professor quer reduzir inscrição de vestibular

Texto: Adriana Amorim

O alto valor do preço das inscrições pagas para a realização dos vestibulares está mobilizando pais e alunos em Bauru. Eles aderiram à iniciativa do vereador e professor Luiz Roberto Relvas, que iniciou há pouco mais 20 dias a coleta de assinaturas em um abaixo-assinado que solicita a redução do preço cobrado pelas instituições de ensino. O documento deve ser entregue ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, no mês que vem.

Relvas decidiu se mobilizar ao notar a discrepância entre os valores atuais e os cobrados em anos anteriores. Professor de cursinho há 23 anos, ele diz que as inscrições correspondiam, anteriormente, há cerca de 3% do salário mínimo. Hoje, o preço exigido por algumas faculdades chega perto do valor integral do salário mínimo, que é de R$ 130,00. É o caso, por exemplo, da Fundação Getúlio Vargas, onde a inscrição custa R$ 111,00.

Um fato mais recente também colaborou para a mobilização de Relvas. A universidade carioca Cesgranrio, que também realiza o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cobra R$ 100,00 dos vestibulandos e R$ 20,00 para os estudantes secundaristas no exame de avaliação. "Quer dizer que dá para fazer por um preço mais baixo", afirma o professor.

"Na verdade, o que se cria com essa situação

é uma fábrica de inscrições".

A média de R$ 70,00 referente à maioria das inscrições também é considerada alta por Relvas. A sua proposta

é que seja instituído o preço único de R$ 20,00 para as inscrições em vestibulares particulares e que os vestibulandos de universidades públicas fiquem isentos do pagamento da taxa. Aproximadamente 20.000 pessoas já concordaram com a idéia, assinando o abaixo-assinado que ainda está recebendo adesões na cidade.

A intenção é levar a iniciativa para cidades da região na tentativa de que sejam recolhidas mais de 30.000 assinaturas. "O que nós estamos tentando é garantir a cidadania", argumenta Relvas. Ele considera como discriminatórias as atitudes das universidades que oferecem isenção do pagamento a um determinado número de vestibulandos. "Algumas das faculdades exigem comprovação de pobreza, o que para mim é constrangedor".

O abaixo-assinado deve ser entregue pessoalmente ao ministro da Educação em outubro. Interessados em aderir à iniciativa podem ligar para o telefone 234-4833.

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