Trabalhadores da USP viabilizam casa própria
Trabalhadores da USP viabilizam casa própria
Os trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP) estão viabilizando seu terceiro grupo para construção da casa própria, por meio do Programa de Carta de Crédito Associativa, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS). O trabalho vem sendo realizado por meio de uma parceria entre Caixa Econômica Federal (CEF), da Construtora Santos Carmagnani e do Serviço Social da Prefeitura do Campus Administrativo de Bauru da USP.
Luiz Alberto dos Santos, gerente geral da Agência Bauru da Caixa, esclarece que este programa, implantado em 1996, é destinado a pessoas físicas, agrupadas sob a forma associativa, que desejam comprar imóvel na planta ou em fase de construção, com interveniência de entidade organizadora ou agente promotor, tais como condomínios, sindicatos, cooperativas, associações, construtoras ou pessoas jurídicas voltadas à produção de unidades habitacionais.
O programa utiliza recursos do FGTS e é especialmente direcionado para o trabalhador que não tem imóvel e com renda familiar de até 20 salários mínimos.
De acordo com Santos, a vantagem deste tipo de programa para o mutuário é que como se contrata em grupo o custo da casa é naturalmente menor; o financiamento normal tem taxa de juros que varia de 10,5% a 16% ao ano. Neste programa, a taxa de juros nominal é de 8% ao ano; a entidade organizadora faz a negociação com a construtora, e, portanto, pode procurar a melhor proposta; como o contrato é individual a pessoa já sabe qual é a sua casa e faz o acompanhamento da sua construção, podendo opinar sobre o tipo de casa que deseja, desde que esteja previsto no projeto de construção e a pessoa que tem FGTS, pode utilizá-lo para reduzir o valor do financiamento.
Santos acrescenta que este projeto é interessante e está servindo de referência para o Programa Nacional de Habitação Popular. Segundo a assistente social da Prefeitura do Campus de Bauru da USP, Christine Habib, a proposta de iniciar um programa habitacional para os funcionários e seus familiares, teve início em 1997, mediante levantamento social das necessidades dos servidores, realizado pelo Serviço Social. Para Habib, esta parceria direta do Serviço Social com a Construtora Santos Carmagnani, sem intermediários, trouxe inúmeros benefícios que já foram citados, tais como: a construção de uma casa com melhor qualidade a baixo custo; viabilizando uma melhor integração entre a universidade e a construtora, porque trouxe a construtora para dentro da USP, orientando individualmente os funcionários, com relação a todo o projeto de construção. A atuação do Serviço Social possibilitou uma maior orientação, conscientização e organização popular deste funcionários, no que diz respeito aos seus limites e possibilidades para participar de um programa deste tipo, não comprometendo a sua condição socio-econômica, o que facilita para a própria Caixa, resultando numa diminuição do número de inadimplentes.
O primeiro conjunto habitacional entregue, em 1998, foi o condomínio fechado, Bosque da Saúde, onde das 170 casas, 50 são de funcionários da USP e seus familiares. O segundo, entregue no dia 1.º de agosto de 1999, foi o Conjunto Habitacional Bauru I, no Mary Dota, onde das 506 casas construídas, 60 são de servidores da USP e o terceiro conjunto, o Residencial Vila Dutra, que está em vias de contratação com a Caixa, devendo o processo ser finalizado até o mês de outubro e na seqüência o início imediato das obras, onde das 228 casas construídas, 30 deverão ser de funcionários e seus familiares, do Campus de Bauru da USP.
Neide Maria de Souza, funcionária do Hospital Universitário, residente no Bauru I, afirma que "esta oportunidade foi maravilhosa, sendo que esta casa foi um sonho que se tornou realidade, tendo em vista que ela já vinha tentando conseguir isto há mais de cinco anos", deixando de morar com sua mãe e passando a residir em sua casa própria com seus dois filhos.