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Redação
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Câmara de Ourinhos adia votação de CPI

Câmara de Ourinhos adia votação de CPI

Ourinhos - A Câmara de Ourinhos usou de "manobra" regimental para impedir, anteontem à noite, a leitura e votação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o suposto envolvimento de assessores do alto escalão da Prefeitura com a Engesp Engenharia, empresa que prestou serviço ao município.

O presidente do Legislativo ourinhense, Osvaldo Barbosa (sem partido), suspendeu a leitura do relatório por volta das 22 horas, quando faltavam 21 folhas para completar o texto que sugere abertura de comissão processante (CP) contra o prefeito Toshio Misato

(PMDB). Barbosa alegou que o tempo do primeiro expediente havia se esgotado. Não permitiu a prorrogação, o que é possível, de acordo com Regimento Interno.

A suspensão da leitura do relatório ocorreu depois de novas suspeitas de omissão do prefeito chegarem à Câmara por intermédio da Promotoria de Justiça. Trata-se de depoimento da ex-secretária do gabinete Teresinha Soares Borek, que incrimina o prefeito, a primeira-dama Yoko Misato e assessores do primeiro escalão. Ela contou ao promotor que recebeu pressões do chefe de gabinete Flávio Affonseca Moraes para omitir a verdade. Teresinha emprestou a conta bancária para o ex-chefe de gabinete movimentar e depositar cheque da Prefeitura de R$ 14,7 mil pago à Engesp. A empresa controlada pelos irmãos Hélio e Murilo Moraes - os dois servidores municipais - tinha ligações com o chefe de gabinete. Os três negaram à CPI qualquer envolvimento.

Teresinha entregou os extratos para o Ministério Público

(MP), que vai rastrear cheques depositados em outras contas bancárias. Ela disse que teme pela própria vida e a dos familiares, por entregar documentos comprometedores.

Misato brecou a leitura do relatório da CPI na Justiça por dois meses, ao alegar irregularidades na elaboração da portaria que instituiu a comissão. Há poucos dias, foi julgado improcedente o mandado de segurança interposto pelo prefeito.

Só assim foi possível à Câmara retomar a leitura do relatório. A Promotoria de Justiça de Ourinhos ajuizou ação contra os dois engenheiros acusados de controlar a empresa. Também pediu bloqueio dos bens dos dois, demitidos no fim de julho, quando o relatório final da CPI foi protocolado na Câmara.

Justiça

Justiça de Ourinhos bloqueia bens de engenheiros Por Aurélio Araújo (especial para a AE)

Ourinhos, SP, 10 (AE) - A Justiça de Ourinhos, no interior de São Paulo, bloqueou os bens dos dois engenheiros, Hélio e Murilo Moraes. Os dois são acusados de manobras ilícitas que possibilitaram participar de tomadas de preços e obtenção de vantagens em contratos.

A prefeitura foi notificada para suspender o pagamento de obras e de prestação de serviços feitos pela Engesp Engenharia e Comércio Ourinhos.

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